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  Entrevista
A Armando Guebuza (só) falta
conhecer o país profundo e real

- 24-Jun-2010 - 16:08


Moçambique festeja 35 anos de independência com a histórica promessa do combate à fome e à pobreza. O Povo, esse espera

Às vésperas de mais um aniversário de independência da “Pérola do Índico”, o presidente Armando Emílio Guebuza destacou, em entrevista concedida recentemente, em Maputo, à Rádio Moçambique, o alcance da paz e o combate à fome e à pobreza como conquistas dos últimos 35 anos daquele país lusófono, desde que deixou (claro está!) de estar sob a bota (pesada) da cinzenta e atrasada metrópole do antigo Império Português: Lisboa.


Por Jorge Eurico

“Acho que é positivo. Estamos independentes, decidimos sobre o nosso destino, vencemos grandes desafios, em particular conseguimos instalar a paz no nosso país, saímos da fase de emergência, em que as pessoas não tinham sequer algo para comer, e hoje estamos a caminhar muito rapidamente para a fase de desenvolvimento, através da luta contra a pobreza”, afirmou Armando Guebuza.

No decurso da referida entrevista à Rádio de Moçambique, o presidente moçambicano defendeu que o estado da democracia “está bem”, com as instituições e as assembleias a funcionarem de forma “democrática” e a sociedade civil a “discutir e contribuir para a solução dos problemas, participando livremente”.

Numa coisa Armando Guebuza, presidente moçambicano e também chefe da FRELIMO, (não) tem (toda e) mais alguma razão: o estado da democracia, até prova em contrário, "está bem". As instituições e as assembleias (parece que) funcionam de forma "democrática" e, aparentemente, a sociedade civil "discute e contribui para a solução dos problemas, participando livremente".

Agora, que Moçambique alcançou a paz há cerca de 20 anos, é facto um indesmentível; que o Governo deste País tenha infligido um duro golpe à fome e à pobreza durante estas três décadas e meia de independência, é um facto... desmentível em todas as latitudes que amiúde acompanham a realidade política daquele país banhado pelo Oceano Índico.

Logo, só a falta de um argumento convincente e plausível, às vésperas de mais um aniversário de (in)dependência, leva Armando Guebuza a transformar a ladainha do “combate à fome e à pobreza na sua mais predilecta canção que, convém dizê-lo, já cansa o ouvido e (sem querer querendo) abusa da paciência do soberano dos soberanos (o Povo) daquela antiga colónia portuguesa.

Enquanto arregaça mangas para a luta contra a miséria, Armando Guebuza ignora certamente que a pobreza franciscana que impera no País que dirige vai apanhá-lo com as calças na mão e infligir-lhe uma copiosa derrota sem igual na História de Moçambique hodierno.

E tal vai acontecer por que Armando Guebuza entende , por exemplo, que a pobreza deve ser combatida com sacos de arroz, maços de dólares ou euros doados por países asiáticos, europeus ou ainda americanos.

Ignora Armando Guebuza que só se poderá dar à volta à pobreza absoluta quando o País tiver Recursos Humanos qualificados à altura das necessidades prementes que, na escala das prioridades políticas e sociais, poderão guindar Moçambique ao patamar dos Países de Desenvolvimento Médio.

O chanceler japonês, Mashiko Komura, em declarações à imprensa em 2008, afirmou que para melhorar a situação da pobreza é necessário actuar sobre as áreas da Saúde, Educação e garantir o acesso à água.

Será que Armando Guebuza (que tem três refeições por dia, noves-fora os lanches) sabe quantos cidadãos não têm acesso à Saúde no País? Creio que não.

Será que Armando Guebuza sabe quantos cidadãos não têm acesso à Educação no País? Creio que não.

Será que Armando Guebuza pode dizer, com propriedade, quantos cidadãos do Rovuma ao Maputo não têm acesso à água? Creio que não.


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