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Entrevista
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Já, rapidamente e em... força
- 17-Jul-2010 - 10:46
Cavaco Silva parte para Angola com uma enorme comitiva de empresários. Quanto ao resto, diz, há o que se fala em público e o que se fala em privado...
As empresas portuguesas já utilizaram 650 milhões dos mil milhões de euros que o Estado disponibiliza para seguros de crédito sobre as exportações para a Angola, com projectos sobretudo no sector da construção e da reabilitação. Mas há mais. Muito mais. O que se sabe e o que, como diz Cavaco Silva, não se sabe. É que há o que se diz em público e o que se conversa em privado. Tudo, a fazer fé na força empresarial da comitiva, a bem da nação.
Segundo fonte oficial do ministério das Finanças, “até à data foram aprovados 37 projectos, que representam cerca de 65 por cento da linha de seguro de crédito comercial”, criada para apoiar a exportação de bens e serviços de origem portuguesa para Angola, com um montante até mil milhões de euros.
Os sectores da construção e reabilitação de infraestruturas, da construção naval e das tecnologias de informação são os mais representativos nos projectos aprovados ao abrigo desta convenção.
De acordo com o ministério de Teixeira dos Santos, a linha de crédito com um montante de 100 milhões de euros, que prevê o financiamento de projectos integrados no Programa de Investimentos Públicos angolano com a participação de empresas portuguesas ou incorporação bens e serviços de origem nacional, deu até luz verde a dois projectos que absorveram metade do valor disponibilizado.
A pensar no intensificar das relações entre os dois países, o Governo lançou uma linha de crédito comercial de 500 milhões de euros destinada ao financiamento de projectos de capacitação, remodelação, reabilitação e construção ou reconstrução de infraestruturas, por parte de empresas portuguesas, em parceria com angolanas, e importações de bens de equipamento de origem portuguesa ou com incorporação nacional significativa.
“Esta linha de crédito pode ainda aplicar-se à regularização das dívidas do Estado angolano às empresas de construção portuguesas, mediante iniciativa do Estado de Angola”, adiantou fonte oficial das Finanças.
Estas linhas de crédito ganham destaque quando o Governo angolano decidiu apostar no regime de parceria público-privada (PPP) nas concessões rodoviárias.
“Desde 2002 que lançamos um programa de infraestruturas e o que tivemos como perspectiva foi ligar o país com estradas em boas condições de circulação e conseguimos hoje fazer o país circular”, explicou o ministro do Urbanismo e Construção de Angola.
“Fruto deste trabalho que desenvolvemos, assumimos uma dívida acima dos 4 mil milhões de dólares [3,1 mil milhões de euros, à taxa de câmbio actual]. É muito dinheiro que o Estado investiu nas concessões rodoviárias”, acrescentou José da Silva Ferreira, em conferência de imprensa no final de uma cerimónia que serviu para assinar um conjunto de protocolos de entendimento sobre os dois países na temática das Obras Públicas.
O Presidente da República, Cavaco Silva, visita a Angola, a convite do Presidente José Eduardo dos Santos, de 19 a 22 de Julho, à qual se seguirá a participação, no dia 23, na VIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.
O que vai dizendo Cavaco Silva
O Presidente da República, Cavaco Silva, afirma que a CPLP "deve ter em conta os seus estatutos" quando estudar o pedido de adesão da Guiné-Equatorial e lembrou que a organização lusófona é "de língua oficial portuguesa".
Em entrevista ao programa "Sociedade das Nações", da SIC Notícias, o Chefe de Estado português disse que não iria "responder como o presidente Pedro Pires, que disse que era muito pragmático", e afirmou que não se quer pronunciar antes da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros que no final da próxima semana se reúnem em Luanda para analisar, entre outras questões, o pedido da Guiné-Equatorial.
Os ministros vão de seguida enviar aos chefes de governo e de Estado presentes na cimeira da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) a sua proposta, que será votada numa situação em que "Portugal é apenas um entre oito".
"Portugal não está na posição da França ou da Inglaterra, em que se assume como potência neocolonizadora que impõe a sua vontade", frisou.
Na entrevista, concedida à SIC nas vésperas da partida para a primeira visita de Estado de Portugal a Angola, Cavaco Silva defendeu a constituição de “uma parceria estratégica de alguma forma institucionalizada".
Essa parceria deve permitir a realização de "reuniões de alto nível com uma certa periodicidade onde se possam dirimir, esclarecer os problemas" que surgem quando as relações "são muito intensas" entre dois países.
"É bom que os ministros e chefes de governo se encontrem com alguma periodicidade", frisou, deixando porém claro que "em Angola não está o milagre da economia portuguesa, não é o Eldorado".
Portugal e Angola devem manter uma "relação madura e descomplexada", normal "entre dois estados soberanos", acrescentou, lamentando que "a diplomacia económica" portuguesa não esteja a conseguir as vantagens que podia tirar de um capital de simpatia não apenas em África mas no Japão, na China e na Índia".
Cavaco Silva adiantou que vai "sentir-se em casa em Angola", como diz ter-se sentido recentemente em Cabo Verde e em Moçambique e, quando questionado sobre se vai falar no enclave de Cabinda e nas reivindicações das fações da FLEC para que aborde o tema, respondeu que "numa visita de Estado há aquilo que se fala em privado e aquilo que se fala em público".
Depois, “o que se fala em privado não se divulga mesmo antes de partir para a visita”, prosseguiu.
“Falaremos sobre muita coisa, reunir-me-ei com Eduardo dos Santos, ministros e governadores provinciais. Um chefe de Estado quando visita outro não vai intrometer-se na política interna desse país. Angola teve as suas eleições não há muito tempo, que foram consideradas justas e livres pela comunidade internacional", disse.

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