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Entrevista
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Tráfico como justificação para elevado número de armas em posse de civis
- 26-Jul-2010 - 14:26
Depois de três anos de intensa campanha de desarmamento da população civil em Angola, a Polícia Nacional aponta para a existência de tráfico de armas no país para justificar o elevado número de armas ainda em posse de civis.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o Comissário Chefe da Comissão Nacional para o Desarmamento da População Civil, Paulo de Almeida, argumentou ainda com o facto de as armas utilizadas pelos criminosos e apreendidas pela polícia serem “novas” e não remanescentes da guerra que terminou em 2002.
“Isso preocupa-nos porque não há no país nenhuma entidade privada ou particular que importe armas. É o Estado que importa e as distribui. Alguma fuga se está a registar”, disse Paulo de Almeida.
De acordo com o Comissário Chefe, as últimas acções registadas pela polícia e de cidadãos que vão participar ocorrências à polícia, dão conta do bom estado das armas, com “aspecto novo”.
“Deve haver algum traficante que está a sacar essas armas de alguma unidade”, disse Paulo de Almeida, acrescentando que nas reuniões da polícia as instituições militares e policiais têm sido recomendadas a reforçarem o controlo dos seus armeiros.
Segundo o oficial da polícia, a campanha de desarmamento da população civil, que decorre desde 2008, está a correr de forma satisfatória, mas admitiu ainda haver “um número considerável de armas que está ilegalmente na posse dos cidadãos”.
“Por isso, há toda a necessidade de continuarmos a desenvolver a campanha de desarmamento para podermos atingir os cidadãos que ainda se mostram relutantes a entregar as armas”, frisou.
Paulo de Almeida referiu que diariamente a polícia recolhe mais de dez armas, tendo já recolhido até hoje 80 mil.
A recolha das armas em posse das empresas de segurança privadas, estimadas em 25 mil, é um dos grandes problemas enfrentados pela comissão de desarmamento, dependente da aprovação de uma nova lei das empresas privadas.
“Há procedimentos a ter em conta para apetrechar as empresas de segurança com novas armas e retirarmos as de guerra. Este ano, se conseguirmos aprovar a lei, vamos fazer a substituição das armas”, salientou Paulo de Almeida.
A província de Luanda continua a ser a que regista o maior número de armas em posse de civis, seguida da Huíla, Huambo, Bié e Benguela.
O oficial da polícia referiu, no entanto, que apesar da existência de um considerável número de armas a circular entre a população civil, as acções com a utilização de armas de fogo “diminuíram muito”.
O Comissário Chefe da polícia lembrou que a campanha de desarmamento deve servir também para “moralizar a sociedade, despertar as consciências de que o espírito belicista e a violência são reacções negativas”.
Paulo de Almeida disse que muitas pessoas estão a ser julgadas pela posse ilegal de armas, confirmando a entrada de mais de 200 processos só este ano no tribunal.

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