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  Brasil
Lula da Silva decreta três dias de luto pela morte de Roberto Marinho
- 7-Aug-2003 - 9:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias no Brasil, a partir de hoje, em memória do jornalista e empresário Roberto Marinho, que morreu quarta-feira no Rio de Janeiro, aos 98 anos.


Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo, faleceu às 21:30 horas locais de quarta-feira (01:30 de hoje em Lisboa) após ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde tinha sido internado de manhã na sequência de um edema pulmonar provocado por uma trombose.

Durante todo o dia, Roberto Marinho permaneceu internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

Os médicos tentaram dissolver um coágulo no pulmão, mas não obtiveram êxito. Cerca das 21:30 (01:30), o jornalista foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu.

Reagindo à notícia da morte de Roberto Marinho, a Câmara de Deputados do Congresso Federal do Brasil interrompeu momentaneamente os seus trabalhos para observar um minuto de silêncio em memória do jornalista, após o qual os deputados efectuaram uma salva de palmas.

O presidente Lula, que acompanhava pelo canal TV Câmara a sessão do Congresso sobre a reforma da Previdência (Segurança Social) quando foi informado da morte do jornalista, decidiu decretar luto oficial de três dias no Brasil.

Segundo Lula, que ficou consternado com a morte do jornalista, o país "perde um homem que passou a vida acreditando no Brasil".

Numa nota oficial emitida pela Presidência da República, Lula da Silva enaltece os "serviços prestados à comunicação, à educação e ao futuro do Brasil" por Roberto Marinho.

Também o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso divulgou um comunicado onde sublinhou ter recebido "com surpresa e tristeza" a morte de Roberto Marinho, de quem "foi amigo e a quem o jornalismo deve muito".

"Nos momentos difíceis do Brasil, nunca faltou a ele realismo e solidariedade ao país", comentou ainda o ex-chefe de Estado na nota.

O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, César Maia, salientou que a morte de Roberto Marinho constitui "uma perda irreparável" e anunciou que a autarquia vai dar o nome do jornalista à futura Cidade da Música, com salas de concertos, ópera e dança, que será construída na Barra da Tijuca.

Segundo o autarca carioca, para quem "desaparece um homem que não se constrói mais", a construção do jornalismo contemporâneo no Brasil deu-se "pela inteligência, pela coragem e talento de Roberto Marinho".

"Por sua ousadia e criatividade de empresário, o Brasil tem uma centralidade audiovisual que está muito à frente do seu próprio nível de desenvolvimento".

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, também lamentou a morte do jornalista, adiantando que "torcia muito para que ele fizesse cem anos".

"Seria uma bela festa de alguém que viveu uma grande vida", comentou Gilberto Gil.

Para o presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, o trabalho de Roberto Marinho "ficará na história".

A última aparição pública de Roberto Marinho foi há duas semanas, em 20 de Julho, quando assistiu a uma missa de comemoração dos 78 anos de fundação do jornal carioca O Globo, que deu início àquele que é hoje o maior grupo de comunicação do Brasil e um dos maiores do mundo, com uma facturação anual de 5,7 mil milhões de dólares (5,0 mil milhões de euros, ao câmbio actual).

Natural do Rio de Janeiro, Roberto Marinho, uma das figuras mais populares do Brasil, iniciou a sua carreira aos 21 anos, em 1925, após a morte do pai, o jornalista Irineu Marinho, que 21 dias antes fundara o jornal O Globo.

Antes de ter assumido a direcção do Globo, em 1931, Roberto Marinho exerceu as funções de editor, redactor-chefe, secretário e director do jornal.

Em 1944, com a fundação da Rádio Globo, o jornalista começou a formar o grupo de órgãos de comunicação social, mais tarde denominado de Organizações Globo.

Em 1957, ganhou a primeira concessão de televisão no Rio de Janeiro e, oito anos mais tarde, em Abril de 1965, inaugurou a TV Globo, actualmente a mais importante rede de televisão da América Latina e uma das cinco principais do mundo.

Há 26 anos, em 1977, foi criada a Fundação Roberto Marinho, uma das instituições mais respeitadas do Brasil, destinada à promoção da cultura e da educação no país.

A 22 de Julho de 1993, Roberto Marinho foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a vaga da cadeira número 39, que anteriormente pertencia ao também jornalista Otto Lara Resende.


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