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Ataques ao regime angolano
irritam solenemente o MPLA

- 4-Sep-2010 - 17:50


A última gota que fez transbordar o copo (do melhor whisky, certamente do tipo Macallan Collection, 1926) foi a revista Sábado que, na sua última edição, tem como manchete: «Os angolanos que mandam nas maiores empresas de Portugal»

O MPLA está a ficar cada vez mais chateado com os constantes ataques (provavelmente enquadráveis, segundo as suas teses, nos crimes contra a segurança do Estado) ao seu líder e sumo pontífice de Angola há 31 anos, José Eduardo dos Santos. Assim sendo, está a montar uma estratégia ainda mais musculada para acabar com os que ousam pôr em causa a representação divina, delegada por Deus, do seu líder.


Por Orlando Castro
Jornalista


E para chater o presidente não eleito de Angola há 31 anos e o partido que governo o país desde 11 de Novembro de 1975, baste dizer, por exemplo, que 45% das crianças angolanas sofrem de má nutrição crónica, que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos ou que no “ranking” que analisa a corrupção em 180 países, Angola está na posição 162.

Ou ainda, afirmar que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens é o método utilizado pelo MPLA para amordaçar os angolanos; ou que em Angola, 76% da população vive em 27% do território, ou que mais de 80% do Produto Interno Bruto é produzido por estrangeiros, ou que 90% da riqueza nacional privada foi subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% de uma população.

Também chateia dizer que o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder, ou recordar que José Eduardo dos Santos afirmou em 6 de Outubro de 2008 que o Governo iria aplicar mais de cinco mil milhões de dólares num programa de habitação que inclui a construção de um milhão de casas.

Desagradável é tambén, reconheço, lembrar que José Eduardo dos Santos disse que as "linhas de força" traçadas pelo Governo estão orientadas para uma "cooperação activa" entre a administração central e local do Estado, entre o sector público e o privado, com vista à execução de uma nova política que contribua para "a geração de empregos, para o desenvolvimento harmonioso dos centros urbanos, para a eliminação da pobreza e da insegurança, e para a eliminação também das zonas degradadas e suburbanas".

E se, em Angola, o MPLA consegue sem problemas comprar jornais, queimar edições cujo conteúdo é desfavorável, ameaçar, prender e fazer desaparecer opositores (como acontece, por exemplo, na sua colónia de Cabinda), noutros países a coisa não é tão fácil.

Em Portugal, apesar da signficativa mudança de rumo que levou muitos jornalistas a escreverem com a barriga alimentada pelas empresas e empresários angolanos, ainda não é fácil queimar edições e prender jornalistas.

Ao regime angolano tem sido mais fácil silenciar os jornalistas portugueses, assumindo-se como dono dos donos dos jornalistas. É tudo uma questão de euros, ou dólares. E como isso é coisa que sobra em Angola mas falta em Portugal, o caminho está aberto para que só os que digam amém tenham direito a emprego.

Mesmo assim, há ainda muitos jornalistas portugueses cujos donos não se venderam aos donos de Angola. E isso chateia a sério o MPLA. A última gota de água que fez transbordar o copo (do melhor whisky , certamente do tipo Macallan Collection, 1926) foi a revista Sábado que, na sua última edição, tem como manchete: «Os angolanos que mandam nas maiores empresas de Portugal».

O regime de José Eduardo dos Santos tem, no imediato, dois planos para alterar em Portugal estes ataques. Um passa pela entrada em força na Cofina (proprietária da Sábado) e o outro pela entrada – igualmente em força – na administração de outros meios que (dado o previsível insucesso em relação à Cofina) possam aumentar o caudal dos que já hoje bajulam o regime angolano.


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