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  Opinião
O Secretário de Estado dos Incêndios
- 19-Sep-2010 - 12:01


Ora aí está uma medida aparentemente brilhante do Secretário de Estado dos Incêndios, perdão, das Florestas e do Desenvolvimento Rural de Portugal: os reclusos e o Exército vão limpar as matas para prevenir os incêndios. Depois de na presente época os incêndios terem consumido quase cento e dezoito mil hectares, mais cinquenta e oito por cento do que no mesmo período do ano passado, esta medida revela os paradigmas sobre desenvolvimento das regiões interiores, traduzido num planeamento efectuado nos gabinetes em grandes centros urbanos do litoral.


Por José Filipe Rodrigues

É o que se pode designar de decisão do topo para as bases, em vez do oposto. Talvez a segunda opção fosse mais recomendável e coerente.

O Secretário de Estado dos Incêndios, perdão, das Florestas e do Desenvolvimento Rural pensa ser “importante que o Exército seja chamado para acções durante o ano inteiro para a defesa da floresta, prevenção e vigilância nas piores épocas”.

Ao mesmo tempo, o Rui Pedro Barreiro salienta a oportunidade que é oferecida aos reclusos de “sair da prisão e estar em contacto com a natureza” e, depois de formação adequada, “permitir-lhes arranjar um emprego, como sapadores florestais”.

Num país com fortes medidas de combate ao desemprego, de acordo com os discursos do primeiro ministro e ajudantes, é normal que escasseie a mão de obra para iniciativas de protecção e desenvolvimento equilibrado das regiões mais interiores. Assim, a necessidade de recorrer à mão de obra do Exército e dos reclusos parece ser a única saída possível.

O Exército, pelas declarações públicas que temos observado na comunicação social, está incapacitado de envolver-se em pancadaria com inimigos ou adversários, sob pena de ser fortemente “malhado”. Com esta iniciativa terá a possibilidade de participar numa missão de elevada importância nacional e internacional: dissuadir e combater os ataques do inimigo fogo em território português e evitar que esses ataques invadam território espanhol.

Quanto ao contacto dos reclusos com a natureza, sou muito céptico acerca do sucesso das intenções do Secretário de Estado dos Incêndios, perdão, das Florestas e do Desenvolvimento Rural. Ao que parece, em muitos casos, foi o contacto com a natureza, da situação, que levou-os a praticar actos puníveis pelo pouco convincente sistema judicial português.

As promessas de criação de novos postos de trabalho parecem pouco críveis na conjuntura presente e num futuro próximo – não enganem os reclusos.

Se estas medidas do Rui Pedro tiverem algum sucesso, como campanha de relações públicas, e se a presente cultura de governação não for derrotada em eleições, pode ser que consigamos ver o Exército e os reclusos a prevenirem e a combaterem os incêndios que grassam na Economia, nas Finanças, na Saúde, na Educação, etc.

Quanto à dívida externa, o Exército tem poucas possibilidades de intervir, somente de cumprir o que os exércitos do estrangeiro decidirem sobre como pagar o que se consome fiado.

O Rui e eu aprendemos, na mesma escola, de que o paternalismo é inimigo do desenvolvimento contínuo equilibrado. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento equilibrado não acontece sem a assunção dos direitos e deveres de propriedade, no benefício do indivíduo e da sociedade.

O Almada Negreiros continuará sempre actual. Segundo este génio da arte, “quando eu nasci, as palavras que hão-de salvar o universo já estavam todas escritas, só falta salvar o universo”.


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