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Entrevista
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«Exagerar a dimensão do problema do narcotráfico danifica imagem do país»
- 20-Oct-2010 - 11:09
O exagero da dimensão do problema do narcotráfico da Guiné-Bissau, um problema “real e pernicioso”, está a danificar a imagem externa do país e a condicionar a vida política e o desenvolvimento interno por ser “uma ameaça constante”.
A opinião é de Juan Esteban Verastegui, o general espanhol que até Maio comandou a missão da UE para a reforma do sector de defesa e segurança no país e que, em entrevista à Lusa, admite ter “uma visão muito particular” sobre o problema da droga na Guiné-Bissau.
“A droga é perniciosa porque existe, claro, mas também porque se diz que existe. Estamos num cenário onde não se sabe bem a dimensão, exactamente quem joga e como joga, e onde se multiplicam as acusações mútuas”, afirma,
“A droga é usada como arma e está omnipresente em todo o Estado. E o mais grave é que, mesmo sem ser da dimensão que se diz, é uma ameaça. Especialmente a pairar sobre os políticos”, considera.
Verastegui rejeita a visão de que a Guiné-Bissau seja um ponto nevrálgico do narcotráfico para a Europa, admitindo que “há claramente quem faça negócio, incluindo com a participação de guineenses e de militares, que controlam os portos e o aeroporto”.
“Que há gente que pode ganhar dinheiro, claro, que têm que ser militares, também porque são eles que controlam os aeroportos e o mar. É sempre complicado quando é o lobo a guardar a galinha. Mas na Guiné o lobo é de papel, as forças armadas são um bluff. E com a polícia organizada, metiam-se na ordem”, defende.
“Mas o problema do narcotráfico para a Europa não é a Guiné-Bissau. Há sempre muitos episódios com a droga, mas estamos perante uma luta de poder à escala do país”, sustenta.
Uma luta de poder que tem impacto no dia a dia do país - porque os “políticos têm medo, não têm outra alternativa ou, no final, não assumem as suas responsabilidades” – mas que não é da dimensão que lhe é regularmente atribuída.
“O país compra-se com muito pouco, mas também o país não admite grande negócio porque é demasiado visível. É demasiado pequeno e não é seguro em termos logísticos”, diz.
“Se fosse colombiano nunca arriscaria grandes carregamentos pela Guiné. Usaria a Guiné para distrair ou para diversificar. Mas não como grande canal”, refere.
A Guiné-Bissau é apontada pela ONU como uma placa giratória da droga oriunda da América Latina com destino à Europa.

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