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using defalts layout Por Jorge Monteiro Alves

Vamos então por partes. Consideremos, como principais partidos políticos desde o 25 de Abril, o PS, o PSD, o PCP, o CDS e, mais recentemente, o Bloco de Esquerda. Permitam-me que dê de barato que movimentos como o PRD ou o MDP/CDE ou foram efémeros ou eram, no caso do segundo, uma simples correia de transmissão.

Vou então fazer uma breve análise ao que considero ser a actuação política dos partidos à esquerda do PS. No caso do Bloco, se é verdade que ainda atrai uma franja da população jovem seduzida por quimeras, creio ser um movimento que merece zero de credibilidade. Para mim, não passa de gente que só critica e não apresenta quaisquer soluções. Em suma, esquerda caviar e um partido condenado a desaparecer a curto prazo.

No que se refere aos comunistas, a questão é um pouco mais complexa. Acredito que existe no partido gente bem intencionada e que ainda acredita nos amanhãs que cantam. Esses, porém, ou estão encostados, ou são idiotas úteis ou então são renovadores. O mesmo é dizer que foram expulsos.

Para mim, a história do PC em Portugal é por de mais sinistra. Líderes como Álvaro Cunhal não me merecem qualquer respeito. Considero mesmo que quer o partido quer os seus principais responsáveis prestaram um péssimo serviço a Portugal, contribuindo em primeira mão para sucessivos períodos de instabilidade política e social. Afinal, nada de surpreendente, pois é para isso que os movimentos estalinistas (enquanto Oposição) existem.

Saltemos então para os partidos de Poder, os quais vou pôr no mesmo poleiro – PS e PSD lado a lado. Tudo simples, tudo claro. Na maioria dos casos, gente com fome que, fruto da jogatana política, se tornou milionária. Apenas meia dúzia de nomes: Cavaco Silva, Dias Loureiro, Durão Barroso, Jorge Coelho, Mário Soares, António Guterres e José Sócrates.

Sob a liderança dessa dicotomia centralista, Portugal bateu recordes atrás de recordes – as maiores assimetrias sociais na Europa; uma dívida astronómica e galopante; uma economia arrasada; uma taxa de desemprego avassaladora; uma Função Pública que engole tudo em seu redor; dois milhões de pessoas na miséria, que apenas sobrevivem graças à ajuda do Estado.

Então afinal que conclusão retiro? Uma, que me é dada por um balanço histórico – o CDS foi o único partido que se portou de forma decente após o 25 de Abril. Bateu o pé a uma Constituição miserável e supostamente progressista; lutou contra liberdades excessivas que fariam o Poder cair na rua; não se conhecem casos de enriquecimento ilícito; não hesita em proclamar, alto e bom som, que importa defender a classe média, Portugal e os Portugueses, mesmo que isso custe votos ao partido, injustamente acusado de racismo e um nacionalismo balofo.

Este breve balanço permitiu-me assim chegar à conclusão que o CDS, que é muito mais que Paulo Portas, é o único partido que ainda defende os valores por que sempre propugnei – a Justiça, a Honra, a Dignidade, a Seriedade, a Verdade. Princípios que devem soar a nada a muito boa gente que pulula na política. Em frente, Portugal!