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Manuel d'Novas homenageado no Festival da baía das Gatas
- 17-Aug-2003 - 18:49
O compositor cabo-verdiano Manuel d´Novas, considerado um dos mais talentosos depois de B. Leza, é hoje homenageado no encerramento do Festival de Música da Baía das Gatas, em S. Vicente, Cabo Verde.
Com a carreira iniciada nos anos 50, quando era ainda aprendiz de marinheiro, é hoje reconhecido como um dos grandes renovadores da morna, a canção nacional, e da coladeira, quer em termos de composição, quer de lírica.
Para o musicólogo e compositor Vasco Martins, que desenvolveu investigações em torno da música de Cabo Verde, ele "é sem dúvida um dos maiores músicos da morna depois de B. Leza".
A decisão de o homenagear na 19¦ edição do festival partiu da Câmara Municipal de S. Vicente, que, no ano que a cidade do Mindelo ostenta o estatuto de Capital Lusófona da Cultura, quis distinguir a criatividade, em vez da interpretação, como aconteceu em anos anteriores.
"Ninguém melhor que Manuel dÈNovas para responder a esse pressuposto da criatividade, tratando-se de um artista que tão bem sabe retratar São Vicente, a sua cultura e as suas gentes", afirmara o presidente da autarquia, João José Faria, ao tornar pública a decisão Com o nome de baptismo de Manuel de Jesus Lopes, nasce a 25 de Dezembro de 1938 na ilha de Santo Antão, vizinha de S. Vicente.
É por trabalhar no barco Novas de Alegria, que o então jovem aprendiz de marinheiro ganha o "nominho" de Manuel dÈNovas, para se diferenciar de outros Manuel.
No Novas de Alegria, onde se mantém cinco anos, encontra marinheiros com formação musical, e então começa a aprender a dedilhar o violão, e dois ou três anos depois, por volta de 1957, já está a tocar a primeira morna da sua lavra, "Pinote na Vapor".
E é nessa vida de embarcado, que mantêm até aos anos 90, que compõe grande parte da mais de uma centena de mornas e coladeiras, e um ou outro bolero e samba, que fazem parte do seu espólio, uma boa parte interpretadas e gravadas por Bana, Cesária Évora e Ildo Lobo.
Desde o início, nos idos anos 50 do século passado, as composições de Manuel dÈNovas trilham um caminho diferente. É dos primeiros a introduzir uma poética de intervenção social, relegando para plano secundário o amor e a saudade, os temas de versejação eleitos pelos letristas de então.
Apesar de se assumir também como intérprete, na voz e violão, ao longo da sua já longa carreira apenas gravou dois discos de 45 rotações, com o seu próprio dinheiro. Só um problema de saúde, há um ano, o impediu de gravar para a Harmonia, a editora de Cesária Évora, o seu primeiro CD, com o grupo que acompanha o músico Bau.
É precisamente com Bau, um exímio executante de violão, violino e cavaquinho, e com os acompanhantes deste, que Manuel de Novas subirá ao palco ao final da noite de hoje na Baía das Gatas, para ser ovacionado por milhares de pessoas.
Em palco, com ele, estarão também Djoia, Solange, Hermínia e Dulce Matias, que irão interpretar algumas das suas mornas e coladeiras.
Manuel dÈNovas, neto de portugueses do Algarve, confessou à Agência Lusa que uma homenagem deste tipo, na fase da vida em que se encontra, é sempre um estímulo, e um impulso para continuar a criar, falando das "coisas da vida que não estão bem", para que "as pessoas as vejam com olhos de ver".
Esta é a segunda homenagem que a Câmara Municipal de S. Vicente lhe dedica. A 5 de Julho de 1997, nas comemorações da independência nacional, fora já agraciado pelo Presidente da República com a 1/a Classe da Medalha do Vulcão, "pela contribuição na criação literário-musical na morna e coladeira, e pela difusão dos valores cabo-verdianos.
A 19/a edição do Festival de Música da Baía das Gatas começou na passada sexta-feira, e durante os três dias passaram pelo palco Ismael Lo (Niger), as Mahotella Queens (África do Sul), Cubanito (Cuba), Toque de Prima (Brasil) e Patrícia Faria (Angola), bem como os cabo-verdianos Tcheka, Nancy Vieira, Mayra Andrade, Teófilo Chantre, Kompass, Gota a Gota, Cordas do Sol, Suzana Lubrano e Vera Cruz.

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