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Atentado em Bagdad matou Vieira de Mello
- 19-Aug-2003 - 19:11
Jorge Sampaio diz que foi um "desprezível acto de terrorismo" e o Governo português fala de “ataque à própria comunidade internacional"
Sérgio Vieira de Mello morreu hoje em Bagdad, confirmou o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em comunicado distribuído à imprensa. "O secretário-geral anuncia com a sua mais profunda tristeza que teve a confirmação da morte de Sérgio Vieira de Mello no ataque de hoje contra o quartel-general da ONU", lê-se no comunicado de Kofi Annan. No mesmo ataque, que vitimou dezenas de pessoas, dois portugueses ficaram feridos sem gravidade. Os portugueses feridos são Ramiro Lopes da Silva, coordenador das acções humanitárias das Nações Unidas no Iraque, e Carlos Veloso, que trabalha para o Programa Alimentar Mundial na capital iraquiana.
Em Bagdad, um responsável pela ONU confirmou que o corpo de Vieira de Mello já se encontra na morgue. "Vieira de Mello morreu. Ele está na morgue", declarou o funcionário da ONU em Bagdad.
O brasileiro Sérgio Vieira de Mello sucumbiu aos ferimentos provocados pelo aluimento do edifício em que estava sedeado o quartel-general da ONU, alvo de um atentado com um camião armadilhado.
Entretanto, o Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio, de férias no estrangeiro, enviou um telegrama ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, condenando o atentado contra a sede da ONU em Badgad, que classificou como "desprezível acto de terrorismo".
Também o governo português condenou com firmeza o atentado contra a sede da ONU em Bagdad, sublinhando que ele não deve afectar a determinação internacional na acção desenvolvida no Iraque.
"O governo português manifesta a sua consternação e condena com firmeza o atentado terrorista que hoje ocorreu em Bagdad" e "expressa a sua solidariedade para com os países da coligação no terreno e para com as Nações Unidas", lê-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O comunicado refere também que "os atentados ocorridos configuram um ataque à própria comunidade internacional" e "vêm demonstrar a importância" da acção desta no Iraque.
Lula decreta luto oficial no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial no país em memória do representante especial das Nações Unidas no Iraque, o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
"Ele foi vítima da insanidade do terrorismo", disse o presidente Lula, pedindo um minuto de silêncio às autoridades que participavam da cerimónia de recepção ao presidente do Chile, Ricardo Lagos, na Granja do Torto, em Brasília.
Lagos também lamentou a morte de Vieira de Mello e repudiou o atentado terrorista à sede da ONU em Bagdad.
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que este é um momento de tristeza para o Brasil. Ele lembrou que o representante da ONU no Iraque teve uma trajectória ligada à paz, à democracia e aos direitos humanos e espera que sua morte "não seja em vão".
O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, destacou a "brilhante atuação" de Vieira de Mello em Timor Leste, após o país ter sido devastado pelos tumultos que se seguiram à retirada indonésia da ex-colônia portuguesa.
Garcia considerou o atentado "extremamente insano", ainda mais pelo fato de a ONU estar exercendo um papel de pacificação no Iraque.
Sérgio Vieira de Mello
O alto representante da ONU no Iraque Sérgio Vieira de Mello, que morreu hoje no atentado contra o hotel Canal, sede das Nações Unidas em Bagdad, foi nomeado em Maio para o cargo por um período de quatro meses.
Internacionalmente conhecido quando conduziu o processo de independência de Timor-Leste, Vieira de Mello, 55 anos, substituiu no ano passado Mary Robinson no cargo de Alto Comissário para os Direitos Humanos.
Antes de partir para Timor-Leste, fora escolhido pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, para administrar provisoriamente o Kosovo, em Junho de 1999, após os bombardeamentos aliados que levaram ao fim do controlo sérvio sobre a província.
De 1998 a 2001, Vieira de Mello foi também secretário- geral adjunto da ONU para os assuntos humanitários.
A sua carreira teve início em Genebra, em 1969, no Alto Comissariado para os Refugiados da ONU, servindo depois no Bangladesh em 1971.
Em 1974, geriu, em representação da ONU, a crise dos refugiados cipriotas após a invasão turca.
Durante a guerra civil que se seguiu à independência de Moçambique, Vieira de Melo dirigiu durante três anos a organização das Nações Unidas para os refugiados.
Vieira de Mello foi ainda o principal conselheiro da força das Nações Unidas no Líbano, entre 1981 a 1983.
Lágrimas e consternação em Díli
A notícia da morte de Sérgio Vieira de Mello foi hoje recebida com lágrimas, consternação e incredulidade entre a liderança timorense, que nas últimas horas acompanhou as notícias sobre o ataque terrorista em Bagdad que vitimou o ex- administrador da ONU em Timor-Leste.
O Presidente da República, membros do Governo e outros líderes nacionais contactados pela agência Lusa manifestaram-se "chocados" com a notícia, considerando que Sérgio Vieira de Mello assumiu o estatuto de "timorense honorário".
Sem acesso regular às cadeias internacionais, muitos dos governantes timorenses souberam da notícia através de mensagens escritas recebidas nos telemóveis e de contactos telefónicos, de dentro e de fora do país, durante a madrugada de quarta-feira, hora local.
Segundo a Lusa apurou a notícia provocou "profunda emoção" junto do chefe de Estado timorense que passou as últimas horas na sua residência nos arredores da cidade a acompanhar os desenvolvimentos através das cadeias televisivas internacionais.
A notícia vai manchar as comemorações dos 28 anos do braço armado da resistência timorense, marcadas para quarta-feira na região de Uai Mori, a sudeste de Díli, e onde se vão concentrar as principais individualidades do país.

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