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Parlamento aprova moção de pesar pela morte de Vieira de Mello
- 21-Aug-2003 - 12:00
A Comissão Permanente do Parlamento Nacional de Timor-Leste aprovou hoje, por unanimidade, uma moção de pesar pela morte de Sérgio Vieira de Mello, num dia marcado por várias cerimónias de homenagem ao diplomata brasileiro.
"O Parlamento Nacional de Timor-Leste (...) vem por este meio expressar à Organização das Nações Unidas, ao povo brasileiro e à família enlutada, as sentidas condolências por tão inesperada perda", lê-se na moção.
"Na qualidade de representantes do povo de Timor-Leste, reafirmam os seus votos de condolências e partilham convosco a dor e o sofrimento", diz o texto a concluir.
A aprovação da moção coincidiu com o início de um conjunto de acções de homenagem a Sérgio Vieira de Mello.
A morte de quem é tido como o "arquitecto" do processo de transição de Timor-Leste continua a ser um dos grandes temas de conversa no país, com a incompreensão, o pesar e a consternação a dominarem os semblantes e os sentimentos.
As bandeiras da ONU, de Timor-Leste e de todas as missões diplomáticas acreditadas em Díli, estão hoje a meia haste.
Hoje, em declarações à Lusa, o chefe da diplomacia timorense confirmou que o governo deliberou dar o nome de Vieira de Mello a uma das ruas da cidade, não a da antiga sede da ONU mas sim a da casa onde o brasileiro viveu durante mais de dois anos e onde actualmente reside o presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres.
"Será chamada Avenida Sérgio Vieira de Mello. É um pequeno gesto para lembrarmos às gerações futuras a importância e o papel deste nosso amigo", disse José Ramos Horta.
Na sexta-feira, a missão da ONU em Timor-Leste organiza um serviço fúnebre, em Díli.
Sábado e domingo serão igualmente marcados por homenagens a Vieira de Mello, nomeadamente com uma vigília à frente do Palácio do Governo e do escritório do antigo administrador transitório e uma missa na Catedral de Díli.
No átrio de entrada da actual sede da ONU em Díli, numas das alas do Palácio do Governo, inúmeras fotografias de Sérgio Vieira de Mello em Timor-Leste foram colocadas em redor de três mesas, cobertas com "tais" (panos tradicionais timorenses) e hoje cheias de flores e velas.
Numa delas, estão a fotografia de um Vieira de Mello sorridente e, colocados por uma funcionária da ONU, os retratos de duas das outras vítimas mortais do atentado de Bagdad que também estiveram em Timor-Leste, Ranillo Buenaventura e Marilyn Manuel, ambos das Filipinas.
à frente das fotos estão, a partir de agora, e por tempo indeterminado, três livros de condolências onde, hoje, o primeiro- ministro timorense, Mari Alkatiri, o chefe da diplomacia, José Ramos Horta, e o presidente do Parlamento Nacional, entre muitos outros, deixaram mensagens de pesar.
"Sérgio, fazes para sempre parte deste povo que ajudaste em momentos mais difíceis da reconstrução", escreveu Mari Alkatiri.
"Até sempre", escreveu Ramos Horta.
Dezenas de outros timorenses e estrangeiros tinham, desde hoje de manhã, deixado já os seus votos de pesar. Várias organizações governamentais e não-governamentais depuseram no local coroas de flores.
"Profundas condolências das mulheres timorenses", lê-se numa delas.

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