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No lugar certo da vida errada !
- 15-Nov-2011 - 9:42
O fora-da-lei mais procurado do Rio de Janeiro, Nem da Rocinha, foi recentemente capturado pela Polícia Militar local na mala de um carro importado onde se encontrava escondido com o rabinho entre as pernas. Ao ser capturado, Nem da Rocinha - que se diz flamenguista e fã do ex-presidente brasileiro Lula da Silva – mostrou ser alguém de carácter e que, fruto das vicissitudes desta existência humana escabrosa, apenas está no lugar certo da vida errada para puder (sobre)viver.
«Meu ídolo é Lula (da Silva), adoro-o. Foi ele quem combateu o crime com mais sucesso. Por causa do PAC da Rocinha, cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na Construção Civil», afirmou o traficante em entrevista concedida, no passado dia 4 de Novembro, à repórter Ruth Aquino ao serviço da revista Época.
Nem da Rocinha elogiou, na sobredita entrevista à jornalista Ruth Aquino, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, dizendo que cauciona o projecto de instalação de Unidades de Polícia Pacificadora na Rocinha e noutros congos (leia-se morros) espalhados pela «Cidade Maravilhosa».
As declarações de Nem da Rocinha revelam a personalidade de um criminoso que, afinal, acompanha a política de segurança pública ( e não só) da cidade de Tom Jobim. Atentem, por exemplo, ao louvor que faz ao predecessor de Dilma Rousseff: « É o cara mais inteligente que já vi. Se tivesse mais caras assim, tudo seria melhor. Ele fala o que tem de ser dito».
Nem da Rocinha botou faladura, ou melhor, deixou um recado à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), segundo disse este membro da facção «Amigos dos Amigos», não terá serventia nenhuma se for apenas mera ocupação policial da Rocinha. «É preciso criar ginásios para prática de desporto, escolas e dar oportunidade aos descamisados», disse o traficante mostrando, desta forma, a sua personalidade, de facto, para além daquela que é vulgarmente conhecida, a de bandido.
Sobre o facto de proibir a venda de crack nos morros dominados pelo «Amigos dos Amigos», Nem da Rocinha explicou o seguinte: «Não negoceio crack e proíbo-o na Rocinha, porque isso destrói as pessoas, as famílias e a comunidade inteira. Conheço gente que usa cocaína há 30 anos e que funciona. Mas com o crack as pessoas assaltam e roubam tudo na frente», esclareceu.
Digam lá, meus senhores, se Nem da Rocinha está ou não no lugar certo da vida errada?

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