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Reconciliação abrirá portas para o futuro
- 26-Aug-2003 - 11:49
Fundação Eduardo dos Santos passa a pente fino as dificuldades de Angola
A reconciliação nacional é um dos factores chaves para a reconstrução do país e o perdão como um dos componentes para a verdadeira paz, considerou, em Luanda, o Arcebispo de Luanda, Dom Damião Franklin. O prelado falava durante as VII jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), a decorrer até ao dia 29 deste mês, sob o lema "Reconciliação, Reinserção e Reconstrução Nacional".
Dom Damião Franklin apelou para a necessidade do perdão mútuo para proporcionar um clima que favorece a reconstrução nacional, podendo ser efectiva e afectiva.
"Reconciliar-se é aprender a ser pessoa e igual a si mesma, respeitando paradigmas que a moral nos impõe", sublinhou o religioso, para quem a reconciliação é ainda sinónimo de paz, justiça, perdão conversão ao bem e versão ao mal.
Segundo acrescentou, a reconciliação ajuda o cidadão a ser honesto, reconhecer os seus direitos e deveres e ser útil para com os outros, pelo que não se pode construir um país sem essa visão ética.
O Arcebispo reconheceu que a reconstrução não é trabalho de um dia, mas um processo para o qual todos devem concorrer.
"Angola pode ser exemplo para vários países que saíram de guerras longas, desde que haja vontade de se trabalhar pela dignificação da nação, independentemente da condição social de cada um", enfatizou.
A primeira sessão das jornadas foi reservada a trajectória política angolana, desde o acordo de Alvor ao do Luena, bem como o papel e a contribuição dos partidos políticos no processo de reconciliação e unidade nacional.
As VII jornadas técnico-científicas da FESA abarcam três painéis: "Reconciliação nacional em tempo de paz", "Reinserção social" e "Reconstrução nacional", subdivididos em vários temas para os quais foram convidados 31 especialistas nacionais e de Moçambique, Brasil, África do sul, Camarões, Canadá e de Portugal.
O Governo reconhece debilidades
Angola continua caracterizada por alguns desequilíbrios na vida social devido sobretudo à guerra, sendo por isso necessária a sua superação - afirmou, em Luanda, o Ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua.
Dos desequilíbrios apontados, ressalta-se as "nítidas elevadas" taxas de analfabetismo e de fraco aproveitamento escolar no meio rural, estimados entre 60 a 70 por cento da população maior de 10 anos.
Outras das marcas de desintegração notáveis têm a ver com o facto de o conflito armado ter causado quatro milhões de deslocados, mais de um milhão de refugiados, mais de 200 mil ex-combatentes, 70 a 80 mil portadores de deficiência, mais de 100 crianças e outras pessoas de terceira idade em situação de risco ou de paridade.
Para esses grupos alvos, evocou, o país deve apressar-se em reintegra-los, para a restauração da normalidade das suas vidas no sentido de se tornarem contribuintes activos da sociedade.
"A reconstrução nacional é o caminho para a construção entendida como o momento em que cada angolano, consciente da sua tarefa, se une aos outros formando um todo harmonioso, capaz de produzir com eficácia o desenvolvimento que se espera" - enfatizou.
O Ministro João Baptista Kussumua realçou ainda que a reconciliação entre angolanos deverá também consistir na superação das diferenças transformadoras de barreiras entre si, procurando aquilo que os une como sociedade e não o contrário.
Além da intervenção do titular do Minars, que presidiu a abertura do forum, foram lidas mensagens das Forças Armadas Angolanas (FAA), do Conselho Superior de Comunicação Social, da Rede Mulher e do Comité Inter-Eclesial para a paz em Angola (Coiepa).

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