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  Cabo Verde
Muita indefinição partidária a seis meses do sufrágio
- 28-Aug-2003 - 14:22

A cerca de seis meses das eleições autárquicas em Cabo Verde, a indefinição parece marcar a vida da maioria dos partidos políticos, uma vez que pouco ou nada se conhece ainda sobre as suas opções e estratégias.


Alguns, por manifesta falta de recursos e de capacidade organizativa, outros por conveniência própria, nenhum dos sete partidos políticos legalmente registados apresentou ainda os seus projectos e estratégias globais, nem tampouco as listas completas que propõem concorrer ao sufrágio municipal de 2004.

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), que em princípio concorre em todos os municípios, até agora apenas apresentou formalmente um cabeça de lista, o sociólogo e deputado Mário Matos, para a Câmara Municipal de S. Vicente.

Para além da possível recandidatura no município da capital do actual presidente da Câmara Municipal da Praia, Felisberto Vieira, o PAICV aposta em Mário Matos, dirigente de cúpula do partido, para tentar finalmente ganhar a ilha de S. Vicente.

Trata-se da segunda mais importante autarquia do arquipélago, que tem estado nas mãos de independentes desde que se realizaram as primeiras eleições autárquicas no arquipélago, em 1991.

Por ordem de importância política e económica aparece o município do Sal, para onde o PAICV poderá ter como candidata a jovem deputada Sara Lopes, vista como um dos mais promissores rostos da nova geração de dirigentes daquele partido.

Quanto às restantes 14 autarquias, de um total de 17, a indefinição é quase completa, tanto mais que, após a recente introdução do princípio de realização de primárias para a escolha de candidatos, a composição das listas do PAICV está dependente também desse factor.

É o caso, por exemplo, de S. Filipe, na ilha do Fogo, onde o actual presidente da Câmara Municipal, Eugénio Veiga, poderá passar pelo crivo das preliminares, uma vez que deverá medir forças com Lívio Fernandes, que conta com o apoio de altos dirigentes do PAICV.

Quanto ao MpD, a principal formação partidária da oposição, a situação não é muito diferente, uma vez que faltam definir as listas e estratégias para a maior parte dos municípios, sendo certo que também vai concorrer em todas as 17 autarquias.

O MpD juntou quarta-feira ao nome de Isaura Gomes, candidata por S. Vicente, alguns outros cabeças de lista, com destaque para Ulisses Correia e Silva, membro da Comissão Política e deputado, que se apresentará como candidato à Câmara Municipal da capital.

Aquele partido vai manter a confiança em alguns dos autarcas que elegeu em 2000, como é o caso de José Pinto Almeida, na ilha da Boa Vista, Fernando Jorge Borges, no município de S. Domingos, em Santiago, e Américo Silva, no Paúl, ilha de S. Antão.

Quanto às autarquias onde é oposição, o MpD escolheu Orlando Dias para S. Cruz, também na ilha de Santiago, Lourenço Lopes para Mosteiros, na ilha do Fogo, e Amadeu Cruz, para Porto Novo, na ilha de S. Antão.

O anúncio, feito segunda-feira pelo presidente da Comissão Coordenadora das Autárquicas do MpD, Rui Figueiredo, resulta do impasse registado nas negociações visando o estabelecimento de uma coligação com o Partido da Convergência Democrática (PCD), tendo em vista a apresentação de candidaturas conjuntas em alguns municípios.

Praia, Santa Catarina e Santa Cruz (na ilha de Santiago) e S. Filipe e Mosteiros (no Fogo) eram os municípios onde se deveria, em princípio, efectivar a referida coligação, que parece estar agora em causa, embora dirigentes dos dois partidos admitam ser ainda possível um acordo.

A possibilidade dessa coligação era vista nos meios políticos cabo-verdianos como um "bom negócio" para o PCD, que desde a sua criação, em 1993, apenas conseguiu um deputado no parlamento cabo- verdiano, limitando-se a sua presença nas autarquias a uns poucos vereadores e deputados municipais.

Entretanto, com as definições hoje apresentadas pelo MpD, o PCD vai ter que rever estratégias, a menos que o acordo de coligação venha a ser conseguido em relação a outros municípios que não os da Praia, S. Cruz e Mosteiros.

Assim, espera-se que nas próximas semanas o PCD se posicione e dê as suas opções para as eleições de 2004, sendo de esperar, como aconteceu já em ocasiões anteriores, que não concorra em todos os municípios.

Os restantes partidos cabo-verdianos lutam com dificuldades de vária ordem, o que tem condicionado os seus preparativos para o embate eleitoral de Fevereiro, mesmo que pretendam concorrer em apenas alguns municípios.

Dessas chamadas "pequenas forças políticas", a União Cabo- verdiana Independente e Democrática (UCID) é a única que já falou em nomes, nomeadamente para os municípios de Praia e S. Vicente, onde pretende apresentar, respectivamente, Manuel Rodrigues (actual presidente do partido) e António Monteiro.

Quanto ao Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), é possível que só concorra em S. Vicente, embora não tenha dado ainda a conhecer qualquer projecto ou nomes, o que também deverá acontecer nos próximos dias.

O atraso registado no início da preparação das autárquicas deveu-se a dificuldades encontradas na realização do segundo congresso desse partido, que só em Julho último conseguiu reunir o seu conclave e eleger um líder definitivo, pondo fim a mais de um ano de liderança interina.

Os mesmos problemas vêm sendo enfrentados pelo Partido da Renovação Democrática (PRD), que não conseguiu ainda reunir-se em congresso e continua sob liderança provisória, circunstância pela qual os seus dirigentes explicam a actual indefinição em relação às autárquicas de 2004.

Por último, o Partido Social Democrata (PSD) não tem praticamente dado sinal de vida desde as eleições legislativas de 2001, nas quais apenas conseguiu algumas dezenas de votos, sendo improvável que consiga participar nas eleições.

Um factor que poderá ainda condicionar o cenário dessas eleições é o eventual aparecimento de listas independentes, que poderão ser ou não apoiadas por partidos políticos, uma vez que alguns deles deram já essa hipótese como provável.


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