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Cabo Verde
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Estados insulares querem mais apoio internacional
- 2-Sep-2003 - 10:38
Reunião de Cabo Verde de alguns dos Estados Insulares em Desenvolvimento passa a pente fino todas as dificuldades
A ministra dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde exorta a comunidade internacional a apoiar os pequenos Estados insulares nos seus esforços de modernização e desenvolvimento. Ao inaugurar na Cidade da Praia uma reunião de países insulares em desenvolvimento, com sete dezenas de participantes, Fátima Veiga salientou que esse apoio "é indispensável para ampliar e reforçar as suas capacidades", para poderem vencer os desafios que enfrentam.
Os representantes dos Estados insulares da região do Atlântico, Índico, Mediterrâneo e dos mares da China realizam até sexta-feira na capital cabo-verdiana uma reunião preparatória da Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento Sustentado, marcada para Agosto de 2004, nas Ilhas Maurícias.
Na reunião, os participantes vão passar em revista os progressos já alcançados no âmbito do Programa de Acção de Barbados, aprovado em 1994, e assegurar os resultados conseguidos até agora.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de Cabo Verde, Fátima Veiga disse na abertura que a responsabilidade de assegurar esses resultados é, em primeiro lugar, dos pequenos Estados.
Fátima Veiga salientou, no entanto, que existem ainda alguns obstáculos que se colocam nesse percurso, nomeadamente a emergência da pobreza, as mudanças climáticas, o HIV/SIDA, a marginalização económica e comercial, e que reclamam o apoio da comunidade internacional.
A governante enumerou ainda o isolamento, a dispersão geográfica e a fraca homogeneidade linguística como outros factores que, na sua opinião, agravam a situação dos países da região em que Cabo Verde está inserido.
Para inverter esta situação, Fátima Veiga apontou uma melhor utilização dos recursos humanos, a promoção de economias de escala e uma acção conjunta dos Estados para responder a desafios comuns.
A ministra congratulou-se com o facto de a necessidade de uma acção coordenada no seio do grupo de que faz parte Cabo Verde constar da ordem dos trabalhos da reunião a decorrer na Cidade da Praia.
O presidente da Associação dos Pequenos Estados Insulares, Jagdiz Kunjul, sustentou que o importante para a conferência internacional do próximo ano nas Ilhas Maurícias é que os pequenos Estados concentrem os esforços na implementação do Programa de Acção de Barbados.
"O principal objectivo é analisar até que ponto é possível fazer com que o Plano de Acção de Barbados seja implementado na íntegra para o benefício de todos os pequenos países", salientou.
Para além disso, acrescentou, é necessário "apostar noutros assuntos que estão a surgir, como a segurança. É importante ver se é possível congregar meios militares para nos defendermos a nós próprios", adiantou Jagdiz Kunjul.
Na reunião de Barbados de Abril de 1994, em Bridgetown, foi realizada a Conferência Global para o Desenvolvimento Sustentável, na qual foi implementada a Agenda 21 através do programa de acção aí aprovado.
O programa aponta um conjunto de medidas, acções e políticas que deverão ser levadas a cabo, a nível nacional, regional e internacional, para ajudar os países insulares a alcançar o seu desenvolvimento sustentável.
O Programa de Acção de Barbados define 14 áreas prioritárias de intervenção, e aponta as políticas que devem ser seguidas para atingir os objectivos preconizados, que são, entre outros, a universalização do ensino básico, a igualdade entre os sexos, a redução da mortalidade infantil, o combate à SIDA, malária e outras epidemias.
Garantir a sustentabilidade ambiental, com políticas de desenvolvimento equilibrado, a erradicação da extrema pobreza e fome e acesso à água potável pelas populações são outras metas propostas.
O grupo dos Estados Insulares em Desenvolvimento é constituído por 41, mas na reunião da Cidade da Praia, que congrega os da região Atlântico, Indico, Mediterrâneo e dos mares da China, participam cerca de duas dezenas.

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