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Cabo Verde
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Governo prepara inventário do património cultural e natural
- 3-Sep-2003 - 11:50
O Governo de Cabo Verde inicia em Janeiro de 2004 o inventário do património cultural e natural existente no país, tendo em vista a sua eventual candidatura a património da humanidade.
O projecto consiste numa primeira fase que será a inventariação, seguindo-se a sua classificação, após o que poderão ser preparadas candidaturas a apresentar à UNESCO, revelou à Agência Lusa o presidente do Instituto de Investigação e do Património Cultural de Cabo Verde (IIPC), Carlos Carvalho.
Para trabalhar com os responsáveis do instituto na preparação do inventário chegou segunda-feira à Cidade da Praia uma delegação do Centro do Património Mundial da UNESCO chefiada pela representante da Organização em Dacar (Senegal), Nilda Anglarril, acompanhada por dois peritos.
A delegação estará em Cabo Verde durante seis dias para visitas às ilhas de Santiago, Fogo, Sal e Santo Antão, escolhidas pelo IIPC, por entender que possuem relevantes patrimónios culturais e naturais.
Segundo o presidente do Instituto da Investigação e do Património Cultural, o apoio que os peritos da UNESCO vão prestar aos técnicos do IIPC na realização inventário será o primeiro passo para a apresentação no futuro de uma lista de bens culturais e de sítios naturais candidatos a património mundial.
Carlos Carvalho apontou a Cidade Velha (ilha de Santiago) a cidade de São Filipe, Chã das Caldeiras (ambas da ilha do Fogo) o vale do Paul (ilha de Santo Antão) e as Salinas de Pedra Lume (ilha do Sal) como possíveis candidatos a património da humanidade.
A Cidade Velha é o mais importante sítio histórico de Cabo Verde. É considerada a génese da nação, pois foi aí que os portugueses fundaram a primeira urbe do arquipélago, em 1462, dois anos depois da descoberta.
Embora possua pouco património histórico edificado intacto, a sua maior importância advém da história que encerra.
Foi a primeira cidade fundada por europeus nos trópicos e um importante interposto de escravos, da África para as Américas e Europa.
A cidade de S. Filipe, onde foi extremamente fomentada a escravatura, possui um núcleo urbano homogéneo e bem conservado, onde sobressaem os "sobrados", casas de dois pisos dos antigos senhores brancos, donos das terras.
Chã das Caldeiras e o Vale do Paul são dois importantes patrimónios naturais, cada um com as suas singularidades, e habitat de diversas espécies vegetais e animais.
Ambos se apresentam ao visitante como cenários quase irreais - Chã das Caldeiras, pela imponência do vulcão em actividade, e da cordilheira rochosa da Bordeira; o Vale do Paul pela vegetação que chega a ser luxuriante ao longo das ribeiras e junto ao mar, envolto num cenário de montanhas inóspitas e áridas.
As salinas de Pedra Lume, hoje propriedade de um operador turístico italiano, é também um espaço espectacular. É uma enorme mina de sal que irrompe entre montes e rochas. A água do mar infiltra-se até ao interior dessa cratera vulcânica, e ao evaporar- se cria aquela imensidão cristalina.
A exploração de sal começou a fazer-se aí no século XVIII.
No inicio do século XX instalou-se uma empresa francesa, mas a partir dos anos 30 entrou em declínio, pelo desinteresse na exportação, mas hoje ainda daí se extrai o sal para o mercado nacional.
A grande riqueza de sal foi a razão do nome dessa ilha, descoberta a 3 de Dezembro de 1460, e inicialmente designada de Llana (plana). Hoje é a "porta de entrada" em Cabo Verde, pois é nela que se localiza o único aeroporto internacional do país.

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