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  Brasil
Desvalorização da moeda e recessão reduzem IDE para o Brasil
- 4-Sep-2003 - 19:13

Os fluxos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) destinados ao Brasil reduziram-se em 2002, devido à desvalorização do real e à recessão económica, defendeu hoje a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento.


A organização, que publicou hoje o seu relatório sobre o investimento mundial, pormenorizou que a queda foi de 22 mil milhões de dólares em 2001 para 17 mil milhões de dólares em 2002.

Esta redução dos fluxos de IDE concentrou-se nos sectores das telecomunicações e das indústrias de electricidade e do gás.

As empresas multinacionais tinham investido nestes sectores na década de 90, atraídas pela desregulação, privatização e as perspectivas de um mercado em crescimento.

Mas esta agência da Organização das Nações Unidas, cuja sigla em Inglês é UNCTAD, menciona a recessão económica e a desvalorização da moeda como as causas que determinaram a redução da rentabilidade das novas filiais brasileiras das multinacionais, que levaram estas a adiar ou reduzir novos investimentos no Brasil.

Mesmo assim, o Brasil continuou a ser o principal destino de IDE na América Latina e Caraíbas, região em que este investimento caiu pelo terceiro ano consecutivo.

Em 2002 esta zona recebeu 56 mil milhões de dólares, o nível mais baixo desde 1996.

Generalizada em toda a região - o IDE caiu em 28 dos 40 países considerados -, a contracção destes fluxos é explicada pela UNCTAD com a recessão económica regional, as incertezas políticas em vários países da zona e várias desvalorizações.

Para 2003 as perspectivas da UNCTAD são de manutenção do IDE ao nível de 2002.

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) corresponde a um envolvimento a longo prazo de uma empresa de um país em uma empresa de outro país, pressupondo uma relação de controlo por parte da empresa investidora, por norma associada a uma posição mínima de 10 por cento no capital da empresa em que se investiu.

O IDE distingue-se do designado investimento de carteira, por este ser volátil e ter uma natureza especulativa, associada à intenção de obter ganhos de curto prazo.


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