| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Brasil
|
|
Consulado de Portugal em São Paulo continua sob fogo dos socialistas
- 5-Sep-2003 - 12:53
PS vai entregar na Assembleia da República um abaixo-assinado contra mudança do consulado. Mas nem tudo são rosas...
O deputado socialista Carlos Luís vai entregar na Assembleia da República um abaixo-assinado com 1.300 assinaturas contra a saída do Consulado-Geral de Portugal em S. Paulo, Brasil, das instalações da Casa de Portugal naquela cidade brasileira. O parlamentar do PS anunciou a sua intenção no mesmo dia em que se reuniu em São Paulo com o Cônsul de Portugal naquela cidade, Luís Manuel Barreira de Sousa, para abordar a decisão de Lisboa de integrar em novas instalações o consulado, o Instituto Camões (IC) e a delegação do ICEP. Mas há muita gente que concorda com o projecto do governo de Lisboa.
Actualmente, o Consulado-Geral de Portugal e o IC alugam instalações na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, no antigo centro de São Paulo, enquanto o Icep - organismo oficial responsável pela promoção da economia portuguesa no mundo - está instalado na zona dos Jardins, no bairro financeiro da cidade.
Carlos Luís, que está no Brasil no âmbito de uma visita à comunidade portuguesa, manifestou igualmente a sua intenção de apresentar ao Ministro dos Negócios Estrangeiros as preocupações que encontrou junto dos portugueses residentes naquele país.
"Não ouvi ninguém a favor da saída do consulado-geral da Casa de Portugal", declarou Carlos Luís.
Por seu lado, o cônsul em São Paulo, Luís Manuel Barreira de Sousa, afirmou no decorrer da reunião com o deputado socialista que a decisão do Governo "tem como objectivo a racionalização dos serviços, tornando-os mais adequados às prioridades da diplomacia económica e aumentando a visibilidade de Portugal num pólo fundamental da internacionalização portuguesa como é o Brasil".
Segundo recordou o cônsul, a integração dos serviços da representação oficial portuguesa em São Paulo vai coincidir com a adopção de um pacote de medidas de modernização na prestação de serviços à comunidade.
Entre as medidas contam-se a instalação do centro emissor de bilhetes de Identidade e a possibilidade de realizar de praticamente todos os actos consulares via Internet.
O cônsul disse ainda que, aos directores dos escritórios cultural (Instituto Camões) e comercial (ICEP) em São Paulo - que vão ser nomeados conselheiros do consulado -, juntar-se-á em breve um cônsul-Adjunto designado para "presidir à concretização do novo modelo de prestação de serviços consulares e para dinamizar as sinergias entre todas as associações portuguesas de São Paulo".
O cônsul-geral de Portugal revelou ainda projectos referentes às áreas económica e cultural para os próximos meses, nomeadamente a realização de um congresso de empresários portugueses em Novembro e acções culturais ligadas à celebração dos 450 anos da fundação da cidade de São Paulo.
Luís Manuel Barreira de Sousa lembrou ao deputado socialista que "a Casa de Portugal acolheu durante décadas uma parte da representação oficial portuguesa em São Paulo, pelo que vai continuar a merecer todo o apoio do Governo português ao seu programa de actividades".
à saída da reunião, no entanto, o deputado socialista disse que "o Estado português tem de reforçar com mais pessoal e equipamento as estruturas consulares de São Paulo e Minas Gerais uma vez que a procura é muito grande".
Carlos Luís disse ainda que Portugal não deveria encerrar consulados mas sim abrir novos consulados e deu como exemplo que "encerrar o consulado de Porto Alegre obrigará os utentes a percorrerem mais de 1.700 quilómetros até ao consulado mais próximo".
A comunidade portuguesa do estado de São Paulo está estimada em cerca de 300 mil pessoas, metade dos quais inscritos no Consulado-Geral.
Representantes da comunidade portuguesa defenderam o projecto governamental
"Parece louvável a ideia de se fazer o melhor possível para encontrar um local adequado que transmita a imagem moderna de Portugal", afirmou o presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil.
Fernando Prado Ferreira disse que a proposta de reunir o Consulado-Geral, Icep e Instituto Camões (IC) no mesmo local fará com que as três instituições "sejam mais dignamente e modernamente representadas em São Paulo".
Prado Ferreira acredita que a Casa de Portugal, "símbolo da imigração portuguesa em São Paulo", poderá encontrar outra finalidade para as instalações actualmente ocupados pelo Consulado e pelo IC.
"Poderíamos, por exemplo, trazer um núcleo de uma universidade privada portuguesa, com um bom aproveitamento e mais vida para o local", afirmou.
Também o director-presidente da Portugal Telecom, no Brasil, Eduardo Correia de Matos, considera que o projecto de co-localização das instituições oficiais portuguesas em São Paulo "faz todo o sentido".
"A representação de Portugal em São Paulo muda completamente de figurino deixando de ser um mero consulado com funções administrativas e burocráticas e passando a ter uma vertente de representação económica e cultural", disse.
Correia de Matos considerou ainda muito positivo que "o consulado tenha novas instalações numa zona mais adequada com as funções de representação que passa a ter junto do empresariado e do mundo económico".
O presidente do Centro Transmontano de São Paulo, Fernando Moredo, afirmou que a mudança do Consulado para outro local "já deveria ter ocorrido há muito tempo".
"É momento de acordar. O actual local é impróprio e não reflecte a imagem de país rico que Portugal tem hoje", disse à Lusa o presidente do Centro Transmontano, uma das maiores associações de portugueses em São Paulo.
Manuel Correia Botelho, presidente do grupo Pires, a maior empresa de segurança privada da América Latina, e um dos mais antigos imigrantes portugueses em São Paulo, disse à Lusa que as "pequenas e apertadas instalações do Consulado prejudicam a imagem de Portugal".
"A Casa de Portugal pode encontrar outra finalidade para parte de suas instalações. O nome de Portugal está acima de qualquer associação", disse Botelho.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|