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  Cabo Verde
Oposição responsabiliza primeiro-ministro em caso de guerra no país
- 5-Sep-2003 - 15:00

A coligação Plataforma Unida e o PAIGC responsabilizaram hoje o primeiro-ministro guineense se o país entrar numa guerra civil, numa reacção às declarações de Mário Pires de que uma vitória da oposição significaria a guerra na Guiné.


O primeiro-ministro disse quinta-feira no norte da Guiné- Bissau que se a oposição ganhar as eleições legislativas de 12 de Outubro o país vai conhecer uma nova guerra porque "a oposição é tudo gente da praça (cidade) e vão querer vingar-se dos da tabanka (aldeia)".

O Partido da Renovação Social (PRS), que ganhou as eleições legislativas de 1999, tem uma forte base de apoio da etnia balanta, conhecida na Guiné-Bissau por ser maioritariamente constituída por agricultores e população do interior (tabanka).

Mário Pires nas suas declarações em Bissorã, a 70 quilómetros de Bissau, recorreu à conhecida expressão "até os caranguejos - em caso de guerra, mesmo sendo animais que vivem em buracos - vão sentir a violência" para alertar para os riscos de uma opção radical.

Por toda a cidade de Bissau, as palavras de Pires estão hoje a ser comentadas com um forte pendor de apreensão, pois funcionaram como um "tónico" para a memória popular das consequências trágicas da guerra de 07 de Junho de 1998.

Victor Mandinga, presidente da Plataforma Unida (PU), disse hoje à Agência Lusa que as "ameaças de intimidação à população" são um sinal claro de que o PRS pensa que vai perder as eleições.

"Mas o povo é pacífico, sabe que é sempre o povo que perde em qualquer confronto, não quer a guerra, apesar de haver uma autoridade (PM) militarista, golpista e violenta que a quer", disse.

O dirigente da PU diz ainda que "Mário Pires demonstrou não saber aquilo que diz nem as consequências das suas palavras" que são "da sua completa responsabilidade".

"Não se pode responder a atitudes dementes", concluiu.

Para o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) "é de lamentar a natureza deste tipo de discurso".

Daniel Gomes, porta-voz do PAIGC, entende que o primeiro- ministro está "num estado de medo puro" porque "sabe o que tem feito de mal ao povo guineense", referindo-se a "desvios económicos e total desorganização da sociedade guineense".

"O primeiro-ministro não sabe do que fala nem das consequências do que diz, tem apenas fantasmas na cabeça. Sendo um homem que sempre viveu na cidade, como pode agora dizer que as pessoas da cidade vão-se vingar das pessoas da tabanka".

O PAIGC "responsabiliza o primeiro-ministro por tudo o que aconteça" e terá que "responder perante o povo por estar a instigar uma guerra que não existe e que não existirá".

Também Idrissa Djaló, do Partido de Unidade Nacional (PUN), em declarações à Agência Lusa, disse que a afirmação do primeiro-ministro "não é mais do que a denúncia do desespero em que se encontra o poder".

"É a confirmação de que o PRS já sabe que perdeu as eleições", afirmou, adiantando que "um partido que não foi capaz de resolver os mais elementares problemas do povo em quatro anos, não será igualmente capaz de levar um país ao caos".


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