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Angola aposta forte no sólido mercado que já é Cabo Verde
- 8-Sep-2003 - 22:53
Segundo o ministro Higino Carneiro, Luanda quer entrar transportes aéreos, um banco e "acompanhar" o petróleo
Angola tem interesse em participar em Cabo Verde na privatização da companhia aérea, na empresa de operações portuárias, em instalar um banco comercial e em acompanhar os estudos e eventual prospecção de petróleo na zona marítima. Esta disponibilidade está expressa no documento elaborado pela 5ª Comissão Técnica de Parceria Bilateral Angola-Cabo Verde, e assinado na Cidade da Praia pelos chefes das duas delegações, o ministro das Obras Públicas angolano, Higino Carneiro (foto), e o ministro de Estado e das Infra-estruturas e Transportes cabo-verdiano, Manuel Inocêncio Sousa.
No próximo ano, o Governo de Cabo Verde tenciona avançar com a privatização da TACV - Cabo Verde Airlines, e Angola manifestou interesse em participar no processo.
A concretizar-se será uma parceria que já se começou a esboçar no passado sábado através da Companhia Aérea Angolana (TAAG), com a realização de um voo Angola - Cabo Verde, que numa primeira fase terá uma frequência mensal, e posteriormente poderá fazer escala em S. Tomé e Príncipe, onde a existência de petróleo tem suscitado também grande interesse do Governo de Luanda.
Através de uma empresa angolana, há também a intenção de participar na privatização da empresa cabo-verdiana de operações portuárias, e igualmente estar presente nos processos de ampliação dos portos da Cidade da Praia, a capital do país, e da Palmeira (ilha do Sal).
Ao nível financeiro foi expresso o interesse de instituições bancárias angolanas em criarem em Cabo Verde um banco comercial de direito cabo-verdiano, o que virá quebrar a hegemonia portuguesa no sector, existente nas parcerias com o Grupo da Caixa Geral de Depósitos e do Montepio, e ainda através do Banco Totta de Cabo Verde.
Se se vierem as confirmar as suspeitas de existência de petróleo na zona marítima de Cabo Verde, Angola disponibiliza-se para pôr à disposição a sua experiência, apoio técnico e aconselhamento, quer legislativo, quer na prospecção, e a formar, a partir de 2005, dez bolseiros cabo-verdianos no Instituto Nacional dos Petróleos.
Ao nível das telecomunicações, Angola também está disponível para trocar experiências ao nível institucional, e a acompanhar a liberalização do sector e o lançamento de novas licenças de concessões para o serviço móvel e de valor acrescentado. Neste sector, há actualmente uma parceria estratégica entre a Cabo Verde Telecom e a Portugal Telecom.
Também ao nível da formação de quadros, superior e profissionalizante, os dois países pretendem cooperar, criando vagas para bolseiros do outro país, e participando na certificação de profissionais. Igualmente na investigação científica os dois países querem estabelecer pontes de colaboração, e uma das acções será na investigação das pescas.
Ao nível das pescas, Cabo Verde anunciou que em Abril de 2004 deverá estar a operar uma sociedade anónima com 10 atuneiros, e pretende o envolvimento de Angola nesse processo.
No sector agrícola será criada uma empresa de capitais angolanos e cabo-verdianos para explorar um terreno cedido pelo Governo de Angola na zona de Cuanza Sul.
No domínio empresarial, as duas partes consideraram conveniente desenvolver estudos com vista à participação da Sonangol no mercado empresarial cabo-verdiano. A parte angolana também informou que aquela empresa deseja aumentar a sua participação social na Enacol, empresa de distribuição de combustíveis com capitais da Petrogal (Portugal).
O comércio é outro sector de forte aposta, e os dois governos comprometem-se a rever o acordo de 1997, para o adaptar às novas realidades, e aprovar uma lista de produtos dos dois países cuja exportação e importação deverá ser objecto de um tratamento preferencial.
A cooperação estender-se-á ainda a outros domínios, como o da administração interna, nomeadamente com a realização de uma acção de formação de formadores para agentes angolanos na Escola da Polícia Daniel Monteiro, à troca de experiências na energia e água e no turismo.
No turismo há interesse de investidores angolanos, em conjunto com cabo-verdianos, em construírem um hotel na Cidade da Praia, capital do país.
Manuel Inocêncio Sousa, ministro de Estado e das Infra- estruturas e Transportes cabo-verdiano, salientou que no documento assinado há decisões estratégicas importantes para a consolidação da parceria com Angola.
O ministro Higino Carneiro, o chefe da delegação de Angola, por seu turno, salientou que o acordo concede "espaço suficiente para que no âmbito das parcerias, quer do ponto de vista institucional, quer empresarial, os cabo-verdianos e os angolanos possam trabalhar".
A delegação angolana iniciou hoje uma visita oficial a Cabo Verde, que encerra a meio da tarde de quarta-feira na ilha de S. Vicente, com a assinatura de um documento e uma conferência de imprensa.
Dela fazem parte os ministros dos Petróleos, Desidério Costa, dos Transportes, Luís Brandão, e da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Gilberto Lutucuta, bem como os vice-ministros das Relações Exteriores, do Interior e das Pescas, e responsáveis de instituições públicas e privadas e empresários.

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