| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Cabo Verde
|
|
«Estados têm de responder por violações dos direitos humanos»
- 10-Sep-2003 - 14:28
Os Estados devem ser responsabilizados pelas violações dos direitos humanos e assumir a reparação dos danos junto das vítimas, defendeu terça-feira em Cabo Verde a Federação Internacional das Mulheres de Carreiras Jurídicas (FIMCJ).
Nas recomendações finais do XVIII congresso da FIMCJ - uma ONG representada em 70 países -, que encerrou terça-feira na Cidade da Praia, as participantes sustentam que os governos terão de assegurar as compensações morais e materiais às vítimas pelos actos que praticam e que violem os direitos humanos e ponham em causa a paz.
A FIMCJ considera necessário o seu próprio empenhamento nos trabalhos do Tribunal Internacional, principalmente no tocante à revisão e aperfeiçoamento do Estatuto de Roma.
Quanto ao papel das mulheres na prevenção e na resolução dos conflitos, a reunião da Cidade da Praia recomendou uma maior sensibilidade dos governos, líderes de opinião, grupos influentes das mulheres de carreira jurídica e organizações internacionais, para se fazer respeitar um conjunto de direitos, nomeadamente os direitos da família, direitos económicos, sócio-culturais, políticos, e ambientais.
A organização julga também necessário harmonizar as legislações e os instrumentos jurídicos internacionais por forma a assegurar a efectiva aplicação dos diplomas existentes.
No final dos trabalhos, as congressistas produziram uma série de resoluções sobre vários temas, como "A guerra e a responsabilidade civil e penas dos Estados", "As mulheres e a prevenção na resoluções de conflitos" e "O efeito da guerra nas crianças".
A Ministra da Justiça e Administração Interna de Cabo Verde, Cristina Fontes Lima, a quem coube encerrar os trabalhos, congratulou- se com a introdução do tema sobre a violência doméstica no XVIII Congresso da Federação Internacional Mulheres de Carreira Jurídica (FIMCJ).
A governante salientou que, desse modo, as mulheres juristas procuram resolver de uma forma eficaz uma questão que tem atingido a classe feminina em várias partes do mundo.
"O silenciamento criminoso da voz feminina durante a história não pode de maneira nenhuma continuar. É preciso que consigamos tirá-las desses sofrimentos com denúncias cada vez mais firmes e expressivas, para encontrarmos soluções práticas" considerou.
Hoje, a FIMCJ efectua as reuniões do Conselho Administrativo e da Assembleia Geral da FIMCJ, e procederá à eleição dos novos corpos gerentes.
A FIMCJ é uma organização não-governamental de Mulheres juristas, fundada em Paris, em 1928, e que tem como objectivos principais a erradicação de todas as formas de discriminação contra as mulheres e a promoção dos direitos humanos das camadas femininas.
A Federação, que tem estatuto consultivo junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), encontra-se presente em 70 países, congregando associações nacionais e membros individuais.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|