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«Portugal e Brasil podem ajudar na aproximação UE/Mercosul»
- 16-Sep-2003 - 10:37
Portugal e Brasil possuem actualmente condições para reforçar a sua utilidade recíproca e servir de agentes na aproximação entre a União Europeia e o Mercosul, defendeu segunda-feira em São Paulo o embaixador de Portugal, António Franco.
Falando no encerramento do Fórum Euro-Latino-Americano, "Portugal/Brasil no contexto das relações UE/Mercosul", o diplomata salientou o desenvolvimento qualitativo nas relações bilaterais a partir de meados da década de 90.
António Franco lembrou que Portugal e o Brasil "amparados na dolência de uma história compartilhada e de um sentimentalismo recíproco", se acomodaram, "durante mais de século e meio (...) cumprindo um relacionamento com rasgo formal mas sem eficácia estratégica ou visível proveito recíproco".
"O desenvolvimento (...) fundado, entre outros factores, nos processos de democratização e de integração regional foi o caldo onde cozinhámos a modernização das relações", salientou o diplomata português.
O embaixador recordou que o investimento português no Brasil "contribuiu não só para a internacionalização da economia portuguesa mas também para o desenvolvimento do Brasil criando riqueza e emprego".
O diplomata português considerou que cabe agora ao Brasil fazer o caminho inverso, internacionalizando a sua economia e utilizando Portugal, caso deseje, como palco propício à +europeização" da sua economia.
"O Brasil, enquanto líder empenhado e determinante do movimento das integrações regionais, constituirá certamente o indispensável parceiro estratégico para o aprofundamento das relações de Portugal com o sub-continente" afirmou também António Franco.
No encerramento do Fórum, em que estiveram presentes entre outros o presidente do Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais de Lisboa, Álvaro Vasconcelos, e o ex-ministro dos negócios estrangeiros do Brasil, Celso Lafer, o embaixador português mostrou-se certo que Portugal e o Brasil podem "contribuir para um mundo mais justo, mais multipolar, mais seguro e mais económica e socialmente equitativo".
O diplomata considerou o reforço do multilateralismo, o aprofundamento dos processos de integração regional e a dinamização do diálogo inter-regional como alguns dos factores decisivos para "concentrar proveitosamente a vida internacional".
António Franco defendeu igualmente que no aprofundamento dos processos de integração regional e no diálogo entre espaços regionais a Europa e o Mercosul devem assumir com maior nitidez a determinação de que a parceria entre eles possa "contribuir decisivamente para o reequilíbrio do sistema internacional e para o amortecimento das tendências unipolares prevalecentes".
O diplomata português assinalou ainda que a União Europeia possui a capacidade de ser vanguardista nas relações com o Mercosul, e com a América Latina, em temas como a democratização, a reforma do Estado a promoção dos direitos humanos, económicos, sociais e culturais ajudando a criar condições que tornem sustentáveis as democracias no Cone Sul.
Referindo-se igualmente às negociações entre a União Europeia e o Mercosul, António Franco defendeu a necessidade das negociações serem mais ambiciosas do que as actuais integrando questões pertinentes ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.
Segundo António Franco deve lutar-se para que se obtenha um compromisso político a favor da erradicação da pobreza e da consolidação da democracia com avanços ainda no domínio dos direitos humanos, sociais e económicos".
Durante o debate sobre os investimentos portugueses no Brasil, que ascendem a 10,4 mil milhões de dólares (9,2 mil milhões de euros), os responsáveis da Portugal Telecom (PT) e da Electricidade de Portugal (EDP) reafirmaram a importância estratégia do mercado brasileiro para os seus grupos.
"O Brasil é extremamente importante e vital para Portugal" afirmou Eduardo Correia de Matos, presidente da PT Brasil, responsável por investimentos que ascendem a sete mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros).
O director presidente da EDP Brasil, António Martins da Costa, adiantou que o investimento do grupo português no Brasil atinge os dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), com 18 empresas e quatro mil postos de trabalho.
"A EDP está para ficar e para gerir profissionalmente os seus investimentos e não se vai limitar ao actual portfólio", garantiu Martins da Costa, que recordou que no Brasil a empresa "está a passar por uma profunda reestruturação societária, de forma a tornar-se auto-sustentável criando fontes próprias de financiamento".

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