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Seabra Correia diz que militares pretendem deixar o poder
- 16-Sep-2003 - 14:51
Os militares guineenses que derrubaram no domingo o regime do presidente Kumba Ialá "não têm qualquer intenção de conservar o poder", afirmou esta madrugada o líder dos golpistas, general Veríssimo Seabra Correia.
"Digo-vos que não temos qualquer intenção de conservar o poder", afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses após uma reunião com representantes dos partidos políticos da sociedade civil, das autoridades religiosas e do poder judicial.
Na reunião, convocada pelo recém-criado Comité Militar para a Reposição da Ordem Constitucional e Democrática, foi constituída uma comissão, composta por 16 membros maioritariamente juristas de diferente sectores políticos e sociais, e liderada pelo bispo de Bissau, D. José Camnaté Na Bissign.
A comissão tem um prazo entre 48 e 72 horas para apresentar ao comité militar um nome para liderar o futuro governo de transição até à realização de eleições.
"A nossa situação é particular: estávamos num país sem Constituição, sem parlamento, sem justiça". Então, acrescentou, "tivemos simplesmente que alterar esta situação".
Se os militares se quisessem manter no poder, não teriam "convocado todos os partidos políticos para analisar em conjunto a forma de transição", disse o general.
No entanto, os líderes dos partidos políticos foram unânimes em afirmar que apoiam a permanência de Seabra Correia na presidência interina por um período entre dois e três anos.
Mais controversa é a posição dos diferentes partidos face ao perfil do primeiro-ministro do futuro governo de transição, embora o general Seabra Correia tenha avançado já que deve ser uma figura da sociedade civil.
Os partidos políticos estão desde o início da manhã de hoje em permanentes reuniões nas respectivas sedes para debaterem esta questão.
Um dos nomes que circula desde as primeiras horas após o golpe é o de Huco Monteiro, sociólogo que organizou, há cerca de três meses, uma importante ronda de debates, em que participaram partidos políticos e a sociedade civil, com o objectivo de traçar um quadro de soluções para resolver os problemas mais prementes do país.
Já neste debate, Monteiro surgiu como uma figura com dinâmica social e protagonismo significativo. Não são conhecidas ligações do jovem sociólogo a qualquer quadrante político guineense.
A Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) tem já uma missão em Bissau, liderada pelo secretário-executivo da organização, Mohamed Ibn Chambras, e composta por ministros de Cabo Verde, Senegal, Nigéria, Gâmbia e Gana.
Esta missão reuniu-se segunda-feira ao início da noite, mas a reunião foi interrompida por volta das 02:00, tendo sido retomada pelas 10:00 de hoje, não havendo ainda previsão de quando termina.
Esta missão integra elementos de dois países que condenaram veementemente o golpe: Nigéria e Senegal.
Fonte próxima das conversações disse à Agência Lusa que a possibilidade de um regresso total da constitucionalidade e do próprio Kumba Ialá não é descartada pela CEDEAO.

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