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  Cabo Verde
Nigéria e Senegal exigem regresso de Kumba Ialá à Presidência
- 16-Sep-2003 - 20:34

O Senegal e a Nigéria, as duas principais potências da África Ocidental, estão a defender em Bissau o regresso de Kumba Ialá à Presidência da República para que seja retomada a legalidade institucional na Guiné-Bissau.


A informação foi dada hoje à Agência Lusa, sob anonimato, por um político guineense que está a participar na reunião entre a "missão de inquérito" da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a direcção dos militares revoltosos, liderada pelo auto- proclamado presidente interino do país, general Veríssimo Seabra.

"Há uma posição tomada por dois países que defende claramente o regresso de Kumba Ialá à Presidência da República", sublinhou a fonte guineense, que não adiantou os nomes dos dois Estados em causa, indicando unicamente que são os que "mais duramente criticaram o golpe" levado a cabo pelo Comité Militar para a Restituição da Ordem Constitucional e Democrática (CMROCD).

Logo após a intentona, o Senegal e a Nigéria criticaram violentamente o golpe militar, exigindo o regresso de Kumba Ialá ao poder.

As autoridades de Cabo Verde, Gana e Gambia, países que também integram a "missão de inquérito" da CEDEAO, foram "mais compreensivas" e, embora exigindo a reposição de normalidade institucional, apenas "lamentaram" o golpe.

A fonte guineense adiantou à Lusa que a própria CEDEAO está dividida em relação à questão do regresso de Kumba Ialá ao poder, divergências que obrigaram já ao adiamento do recomeço dos trabalhos da reunião com os golpistas, prevista para se iniciar às 10:00 locais (11:00 em Lisboa).

Reunidos separadamente em sucessivas consultas, os membros da delegação da CEDEAO e do Comité Militar ainda não chegaram a qualquer consenso para a retoma dos trabalhos, iniciados segunda-feira ao início da noite e interrompidos já às 02:00 de hoje.

Desta forma, acrescentou a fonte, não há consenso para se retomar o diálogo entre a missão da CEDEAO, liderada pelo secretário- executivo desta organização sub-regional, Mohamed Ibn Chambras, e o Comité Militar.

Numa breve conversa com a Agência Lusa, Chambras adiantou que só falará com a imprensa depois de terminada a reunião, que poderá começar a qualquer momento.

A Lusa apurou também que a missão da CEDEAO chegou segunda- feira a Bissau com a informação de que Kumba Ialá estaria morto, pelo que exigiu de imediato ver o presidente deposto, o que lhe foi proporcionado pelos golpistas também de imediato, antes de se sentarem à mesa com o Comité Militar guineense.

Também segunda-feira, após uma reunião do Comité Militar com representantes políticos, sociedade civil e religiosos, ficou definido que o bispo de Bissau, D. José Canmaté Na Bissign, vai liderar uma comissão de 16 membros, maioritariamente juristas de diferentes sectores políticos e sociais, para analisar a situação.

à comissão foi dado um prazo de 48 a 72 horas para apresentar ao Comité Militar um nome para liderar o futuro governo de transição até à realização de eleições, cuja data não foi adiantada. Segundo fontes oficiais, a Comissão está já a trabalhar intensamente nesse sentido.

Internamente, há um largo consenso dos partidos políticos, da sociedade civil e das entidades religiosas quanto à irreversibilidade do golpe militar, bem como à manutenção de Correia Seabra como presidente interino da Guiné-Bissau durante o período de transição.

Entretanto, em Bissau, a população continua calma, as lojas estão abertas e é cada vez menor a presença de militares nas ruas da capital guineense.

A visibilidade dos militares apenas se acentua em torno da residência privada de Kumba Ialá, no Bairro Internacional, e do Ministério da Economia e Finanças, no centro da cidade, ambas controladas por elementos das Brigadas de Intervenção Rápida (BIR), conhecidos localmente por "ninjas".

O também deposto primeiro-ministro Mário Pires encontra-se também já na sua residência, embora sob vigilância constante, enquanto os restantes membros do governo têm apenas restrições de circulação, não podendo, contudo, abandonar Bissau.


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