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Portugal e Moçambique cada vez mais próximos
- 18-Sep-2003 - 10:19
Joaquim Chissano desloca-se ao Porto em escala para Nova Iorque para inaugurar sede da Associação
O presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, inaugura sábado no Porto, norte de Portugal, a sede da Associação Portugal-Moçambique, revelou o presidente da instituição, Macedo Pinto. A apresentação pública do programa da inauguração decorre hoje no "Espaço Moçambique", sede da associação, com a presença do embaixador de Moçambique, Gregório leão José, o vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais, e o presidente da Câmara de Comércio Portugal-moçambique, Daniel Pedrosa Lopes.
O presidente Chissano desloca-se a Portugal em escala para Nova Iorque, onde vai participar na próxima sessão da assembleia geral das Nações Unidas (ONU).
O "Espaço Moçambique" abriu a 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, no Largo Duque da Ribeira, em instalações cedidas pela Câmara do Porto, funcionando de segunda-feira a sábado das 10:00 às 22:00.
A sede da associação funciona como espaço de convívio entre moçambicanos e portugueses com ligações a Moçambique, tendo em permanência uma exposição-venda e esporadicamente animação musical.
Na visita ao Porto, Joaquim Chissano vai assistir sábado à noite no Teatro Rivoli à ante estreia do filme "Preto e Branco", do realizador português José Carlos Oliveira.
O realizador disse que o filme, rodado integralmente em Moçambique, conta a história de um branco residente em Moçambique, mas que nunca visitou a "metrópole" (Portugal continental), e um negro que estudou Engenharia no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, sem nunca conhecer África.
As duas personagens encontram-se em Moçambique, em 1972, em plena guerra colonial, o branco como primeiro sargento do exército português e o negro como combatente da FRELIMO, movimento independentista a que tinha aderido, depois de algumas hesitações, no final do curso.
"O confronto entre os dois começou por ser de animosidade, para depois ser de admiração e por fim cumplicidade", referiu José Carlos Oliveira, destacando o contraste das posições dos dois homens.
O guião de José Carlos Oliveira, baseado num texto escrito propositadamente para o filme por Mário de Carvalho, introduz uma terceira personagem, uma enfermeira alentejana cuja "missão" passa a ser juntar os dois homens, transformando uma discussão política em humanista.
"Preto e Branco", a primeira grande metragem sobre a guerra colonial, foi produzido pela Marginalfilmes, de José Carlos Oliveira, mas a equipa de produção integrou apenas 30 por cento de portugueses.
Os restantes 70 por cento, entre os quais o director de produção, Camilo de Sousa, são moçambicanos, "na esmagadora maioria em cargos de chefia e não de operariado", sublinhou o realizador.
José Carlos Oliveira afirmou que foi o "empenhamento" colocado no filme por parte da equipa moçambicana que o convenceu a rodar "Preto e Branco" em Moçambique e não em Angola, como estava inicialmente previsto.
O realizador, que cumpriu serviço militar em Angola entre Janeiro de 1974 e Agosto de 1975, elogiou também a pronta aprovação do filme pela Lusomundo, que garantiu a sua exibição em 15 salas, com estreia a 26 de Setembro.
Paralelamente à visita do presidente moçambicano, a associação Acção Humanista - Cooperação e Desenvolvimento (AHCD) realiza sábado no Porto uma recolha de material escolar e de fundos para aquisição de redes mosquiteiras destinadas a apoiar Moçambique.
O objectivo desta campanha de solidariedade é "alargar e acelerar o processo de desenvolvimento nas áreas da saúde, educação e qualidade de vida em Moçambique".
Segundo a associação, a recolha de bens e donativos decorrerá na Rua Sampaio Bruno (junto à antiga "Brasileira"), entre as 16:00 e as 19:30.
Este projecto, cujo lema é "Construir uma nova realidade", arrancou em Fevereiro de 2001, quando uma equipa de três humanistas entrou em contacto com um grupo de jovens no bairro da Mafalala (Maputo), comprometendo-se a melhorar as condições de vida daquela comunidade.
A AHCD tem vindo a recolher material escolar, verbas para aquisição de mosquiteiras (para prevenção da malária), material informático, material de limpeza de ruas e preservativos.
O desenvolvimento do projecto tem estado a cargo de equipas de voluntários, formadas por três a cinco pessoas, que se deslocam à capital moçambicana regularmente, por períodos de 15 dias a um mês.
No campo da saúde, desenvolveu já diversas campanhas de limpeza de bairros, assim como seminários sobre doenças infecto- contagiosas e que atingem população mal informada, como a SIDA e a cólera.
Na área da qualidade de vida, estão em funcionamento ou em fase de constituição cooperativas que permitem às famílias obter pequenos proventos.

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