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Falcone soma e segue com a benção do Governo de Luanda
- 23-Sep-2003 - 14:18
O recém-nomeado ministro- conselheiro da delegação de Angola na UNESCO, Pierre Falcone, vai ajudar no desenvolvimento de pólos de excelência nas universidades, precisou hoje o embaixador angolano naquela organização, Jorge Saguende.
Saguende afirmou que Falcone será "encarregue de funções ligadas à pesquisa científica", mais concretamente a procura de acordos de cooperação com universidades estrangeiras ou o convite a professores para a realização de seminários.
Segundo o embaixador angolano, a intervenção de Falcone poderá ser "preciosa", sobretudo devido aos "conhecimentos" que tem nos Estados Unidos e na América Latina, nomeadamente no Brasil.
Angola quer aproveitar o programa de financiamento de cátedras da UNESCO, a organização da ONU para a Ciência, Cultura e Educação, e recuperar o atraso causado pela guerra nestes domínios.
As cátedras incluem o financiamento de bolsas de pós- graduação, doutoramento, licenciatura e investigação, podendo ser aplicadas, entre outras, no estudo de plantas medicinais, qualidade da água ou meio ambiental.
A nomeação do cidadão francês Pierre Falcone, um dos principais suspeitos da venda ilícita de armas ao regime angolano no denominado caso conhecido por "Angolagate", foi divulgada no fim-de-semana pela imprensa francesa (ver também a nossa manchete do passado dia 21 "Pierre Falcone passa a ministro de Angola"), que realçou a imunidade diplomática que lhe confere o cargo.
Pierre Falcone está indiciado por "comércio de armas, tráfico de influências, abuso de bens sociais e fraude fiscal", que envolveu montantes superiores a 500 milhões de dólares (454 milhões de euros), tendo a venda não autorizada das armas ocorrido em 1993 e 1994.
Aquelas acusações valeram-lhe uma detenção entre Dezembro de 2000 e Dezembro de 2001, altura em que foi libertado, sob a condição de não deixar o país. Falcone viria, contudo, a ser novamente detido em Outubro de 2002, por violar as restrições impostas.
No entanto, enquanto ministro-conselheiro da delegação angolana junto da UNESCO, Falcone recuperou a liberdade de movimentos e deslocou-se a Londres, embora as autoridades francesas tenham frisado que as viagens ao estrangeiro devem ser "apenas em serviço".
Jorge Saguende não adiantou o motivo desta nomeação, alegando que foi tomada pelo ministério das Relações Exteriores, em Luanda, "pelos serviços prestados a Angola através das suas empresas".
O embaixador disse ainda que não foi consultado sobre o processo e que foi informado apenas posteriormente, mas lembra que este procedimento é normal nas nomeações para cargos diplomáticos.

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