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  Cabo Verde
Guiné-Bissau «comemora»
30 anos de (in)dependência

- 24-Sep-2003 - 0:03


Entre golpes de Estado e um povo na miséria, assim sobrevive este país lusófono

Ao longo de quase 30 anos de independência unilateral, que se assinala hoje, a Guiné-Bissau teve seis presidentes, três deles interinos e os restantes derrubados por golpes de Estado militares. A "nomeação" como chefe de Estado do empresário Henrique Rosa - que foi também o primeiro presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) nas eleições de 1994 - tem o carácter interino, que terminará com a realização do escrutínio, ainda sem data.


Henrique Rosa substitui o general Veríssimo Seabra, líder do Comité Militar para a Restituição da Ordem Constitucional e Democrática (CMROCD), que, através do golpe de Estado de 14 deste mês, derrubou o regime de Kumba Ialá e auto-proclamou-se presidente interino da Guiné-Bissau.

Veríssimo Seabra, que ocupou a presidência interina do país durante apenas nove dias, manter-se-á como chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e tinha assumido, uma semana após o golpe militar, que recusava a chefia provisória do Estado, tendo prometido entregá-la a um civil.

A 24 de Setembro de 1973, nas colinas de Madina do Boé, leste do país, faz hoje 30 anos, o então presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) das "zonas libertadas" do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) João Bernardo Vieira (Nino) leu o texto de declaração unilateral de independência.

O assassínio do líder do PAIGC, Amílcar Cabral, a 20 de Janeiro de 1973, cuja morte ocorreu em circunstâncias ainda por esclarecer, deixou um lugar em aberto para o cargo de Presidente da República do novel Estado.

A morte daquele que seria o natural presidente da futura Guiné- Bissau abriu caminho para que Luís Cabral, irmão do "pai" da independência da Guiné e Cabo Verde, ascendesse à chefia de um Estado que foi imediatamente reconhecido por cerca de oito dezenas de países.

A 24 de Setembro de 1973, o povo guineense viu assim surgir o primeiro presidente, após 11 anos de combates contra a administração colonial portuguesa e respectivas tropas.

Luís Cabral presidiu ao país até 14 de Novembro de 1980, dia em que "Nino" Vieira juntou alguns militares e, aproveitando a ausência do presidente em Bubaque, no arquipélago dos Bijagós, tomou o poder através de um golpe de Estado, que ficaria localmente conhecido por "Movimento Reajustador".

Insatisfeitos com o rumo da governação de Luís Cabral, os autores do golpe acusaram o regime de então de corrupção e de se ter desviado dos ideais da "luta de libertação".

"Nino" Vieira, que nos dois primeiros anos de poder gerou uma enorme onda de simpatia no seio da população, apesar de ter rompido a unidade com Cabo Verde, acabou por governar o país com "mão de ferro", num regime de partido único, criando mais tarde o descontentamento e receio populares.

Em 1990, quatro anos após as primeiras reformas económicas efectuadas em 1986, quando se abriu tenuemente a economia ao sector privado, e por força de imposições externas, a Guiné-Bissau abriu também caminho ao pluripartidarismo e surgiram vários partidos oposicionistas ao PAIGC.

As primeiras eleições multipartidárias da História do país decorreram em Julho de 1994, com seis partidos e uma coligação a concorrerem contra o PAIGC, nas legislativas, e sete candidatos a baterem-se contra "Nino" Vieira, nas presidenciais.
O PAIGC venceu nas legislativas e "Nino" Vieira, apesar de ter sido necessário recorrer a uma segunda volta, tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito da Guiné-Bissau.

Empossado a 29 de Setembro do mesmo ano, na presença do então presidente português Mário Soares, que saudou a "legitimidade democrática" do novo chefe de Estado, "Nino" Vieira manteve o mesmo estilo de governação, embora já contestado por uma oposição legalizada.

O sucessivo adiamento de novas eleições, sobretudo das autárquicas, que completavam o ciclo de democratização do país, a par do descontentamento de alguns sectores das Forças Armadas, acabaram por deteriorar o ambiente no país.

Tal desembocou na sublevação de um punhado de militares que, surpreendentemente, ganhou tal dimensão e apoio popular que, após uma guerra de 11 meses entre tropas fiéis ao presidente e as afectas a uma Junta Militar, lideradas pelo ex-CEMGFA de "Nino" Vieira, brigadeiro Ansumane Mané, acabou com o chefe de Estado guineense exilado em Portugal.

Com a guerra, que se prolongou de 7 de Junho de 1998 a 7 de Maio de 1999, caiu também o regime do PAIGC, que acabou por ser substituído, em Janeiro de 1999, por um Governo de Unidade Nacional (GUN), liderado por um independente, Francisco Fadul.

A 14 de Maio do mesmo ano, sete dias após "Nino" Vieira se ter refugiado na Embaixada de Portugal em Bissau, prenúncio da partida para o exílio, Malam Bacai Sanhá, então segunda figura do Estado, assumiu interinamente a presidência da Guiné-Bissau, até à realização de eleições gerais - legislativas e primeira volta das presidenciais - a 28 de Novembro de 1999.

Kumba Ialá, que já havia obrigado "Nino" Vieira a disputar uma segunda volta nas presidenciais de 1994, viria a vencer as eleições, também no segundo turno, ao derrotar Bacai Sanhá, candidato do PAIGC, por uma larga margem (72 por cento), tornando- se, assim, o terceiro chefe de Estado do país.

Ontem, Henrique Rosa foi "nomeado" pelas chefias militares guineenses, desconhecendo-se quando tomará posse.


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