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Partidos contra designação de Artur Sanhá para chefe do governo
- 24-Sep-2003 - 16:31
O líder do Partido Unido Social Democrata (PUSD), Francisco Fadul, disse hoje que não vai reconhecer "qualquer acto" do próximo governo da Guiné-Bissau devido à forma como o primeiro-ministro foi escolhido pelos militares.
Artur Sanhá foi designado na terça-feira, em Bissau, pelo Comité Militar para a Reposição da Ordem Democrática e Constitucional (CMROCD), para chefiar o governo de transição, enquanto o empresário Henrique Rosa foi nomeado para o cargo de chefe de Estado interino.
Francisco Fadul disse manter a sua posição inicial de "não reconhecer, ignorar mesmo o governo" liderado por Artur Sanhá, não assinando qualquer "acordo ou pacto de compromisso" durante o período de transição.
O CMROCD quer que todas as forças vivas da Nação guineense, partidos políticos, sindicatos, igrejas e organizações não governamentais (ONG) assinem um pacto designado "Carta de Transição" como forma de regulamentar a administração do país até à realização de eleições legislativas e presidenciais.
A "Carta de Transição" regulamentará o período de transição, as competências e o mandato do governo e do presidente da República, bem como o calendário eleitoral.
Joaquim Baldé, líder da coligação União Eleitoral (UE), disse que aceita "sem problema" o nome de Henrique Rosa para o cargo de presidente da República, mas, "nunca Artur Sanhá para o de primeiro-ministro de transição".
"Já que é um facto, aparentemente, consumado, a União Eleitoral endossa toda a responsabilidade por qualquer situação anómala que possa surgir no futuro, para aqueles que decidiram nomear Artur Sanhá para o cargo de primeiro-ministro, neste caso os militares", sublinhou Baldé.
Por outro lado, o líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), que defendia uma transição constitucional, disse que "o golpe de Estado só hoje foi concretizado" com a nomeação e a aceitação de Sanhá e Henrique Rosa.
"Este golpe de Estado, percebe-se agora, apenas serviu para manter no poder um partido esgotado como o PRS - a que pertence Sanhá - e lamentamos a participação activa neste esquema da Plataforma Unida (PU)", a única força política que, a par do PRS, aceitou esta situação.
O presidente do PUN, Idrissa Djaló, garantiu que não vai assinar nenhum pacto e o seu partido "não reconhece nenhum poder aos militares para chamar (dirigentes) e impor as suas regras".
Ainda sem posição conhecida, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reúne, na quinta-feira, o seu "bureau" político para analisar a decisão anunciada pelos militares.
A Plataforma de Coordenação das ONG que operam na Guiné-Bissau também estará reunida quinta-feira para tomar uma posição oficial sobre a indicação de Henrique Rosa e Artur Sanhá para os mais altos cargos executivos durante o período de transição no país.

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