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Líder da oposição preocupado com processo eleitoral
- 27-Sep-2003 - 12:41
O Movimento para a Democracia (MPD), principal partido da oposição em Cabo Verde, apresentou ao presidente da República, Pedro Pires, as suas preocupações relativas àquilo que considera como "anomalias graves" no próximo ciclo eleitoral no arquipélago.
As preocupações do MPD foram transmitidas ao chefe de Estado cabo-verdiano pelo presidente desta formação política, Agostinho Lopes, durante uma audiência.
Segundo Agostinho Lopes, uma das suas principais inquietações é a não existência ainda dos cadernos eleitorais, em 11 dos 17 municípios do arquipélago, quando "já foi ultrapassado de longe o período de exposição e reclamação".
Todos os cadernos deveriam estar prontos até 15 de Agosto, devendo a partir dessa data e até 30 do mesmo mês, decorrer um período de reclamação, o que até agora não aconteceu, disse à imprensa o líder do MPD à saída da audiência.
Neste momento, disse, todos os cabo-verdianos já deveriam estar na posse dos seus cartões de eleitores, o que ainda não aconteceu.
Esta situação não contribui para um clima de tranquilidade e de isenção necessárias a um processo como este, referiu adiantando que outra preocupação do MPD prendia-se com a participação de personalidades interditas por lei nas campanhas partidárias.
Agostinho Lopes referia-se a recentes declarações do primeiro-ministro José Maria Neves a confirmar rumores sobre um eventual apoio do actual embaixador de Cabo-Verde em Portugal e antigo presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Onésimo Silveira, ao candidato Mário Matos, do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (no poder), nas próximas eleições autárquicas.
"A lei é clara nesta matéria. Os embaixadores estão interditos de participar em actividades políticas partidárias. Não aceitamos, eu acho também que o povo não deve aceitar, que o primeiro-ministro, ultrapassando a lei e a Constituição, diga publicamente a nós todos, que vai haver mais embaixadores e mais personalidades a fazer campanha política", afirmou Agostinho Lopes.
O eventual apoio de Onésimo Silveira, que venceu por três vezes consecutivas as eleições para a Câmara Municipal de São Vicente, também foi criticado pelo líder do Partido do Trabalho e de Solidariedade (PTS).
O PTS é uma formação política fundada pelo actual representante diplomático de Cabo Verde na capital portuguesa e cuja liderança deixou antes de assumir o cargo de embaixador para que foi nomeado pelo governo do PAICV.
O presidente do PTS, Isaías Rodrigues, lamentou a interferência de Onésimo Silveira no processo autárquico em São Vicente a quem acusou de ter andado recentemente a distinguir e a diferenciar os sanvicentinos.
O líder do PTS falava durante uma conferência de imprensa convocada para anunciar o nome de João José Lima de Faria, o homem que substituiu Onésimo Silveira à frente do município sanvicentino, como a personalidade escolhida por esse partido para candidato à presidência da Câmara Municipal de São Vicente nas autárquicas do próximo ano.
Com este anúncio, eleva-se a cinco o número de candidatos ao governo de São Vicente: Isaura Gomes (MPD), Mário Matos (PAICV), António Monteiro (UCID), Albertino Graça (Grupo Independente Modernizar São Vicente) e João José Faria (PTS).

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