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Seis presidentes, três interinos, em 30 anos de independência
- 28-Sep-2003 - 23:03
O empresário Henrique Rosa tornou-se hoje o terceiro presidente da República interino da Guiné-Bissau, país que, ao longo de 30 anos de independência teve seis chefes de Estado, três dos quais foram derrubados por golpes militares.
Henrique Rosa, 56 anos, próximo da Igreja Católica, foi empossado hoje no cargo pelo general Veríssimo Seabra, líder do Comité Militar para a Restituição da Ordem Constitucional e Democrática (CMROCD), que, através do golpe de Estado de 14 deste mês, derrubou o regime de Kumba Ialá e auto-proclamou-se presidente interino da Guiné-Bissau.
Veríssimo Seabra, que ocupou a presidência interina do país durante apenas 14 dias, é o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e preside ao Conselho Nacional de Transição, um órgão também instalado hoje e que foi criado no âmbito da Carta de Transição Política (CTP).
Subscrita por 23 dos 24 partidos (o Partido Unido Social Democrata, do ex-primeiro-ministro Francisco Fadul, recusou-se a assinar o documento), o CTP define o enquadramento político do período de transição, que culminará com a realização de eleições legislativas dentro de seis meses e de presidenciais no prazo de 18 meses.
O primeiro presidente da Guiné-Bissau foi Luís Cabral - irmão do "pai" da independência da Guiné e Cabo Verde, Amílcar Cabral -, que presidiu ao país entre 24 de Setembro de 1973 (data da declaração unilateral da independência, reconhecida "de jure" por Portugal em 10 Setembro do ano seguinte) e 14 de Novembro de 1980.
Nesse dia, João Bernardo "Nino" Vieira juntou alguns militares e, aproveitando a ausência do presidente em Bubaque, no arquipélago dos Bijagós, tomou o poder através de um golpe de Estado, que ficaria localmente conhecido por "Movimento Reajustador".
No entanto, já legitimado pelas urnas nas presidenciais de 1994, "Nino" Vieira foi confrontado, a 07 de Junho de 1998, com uma sublevação militar que terminou 11 meses depois, a 07 de Maio de 1999, com a deposição do presidente.
A 14 de Maio do mesmo ano, sete dias após "Nino" Vieira se ter refugiado na Embaixada de Portugal em Bissau, prenúncio da partida para o exílio, Malam Bacai Sanhá, então segunda figura do Estado, assumiu interinamente a presidência da Guiné-Bissau, até à realização de eleições gerais - legislativas e 1ª volta das presidenciais - a 28 de Novembro de 1999.
Kumba Ialá, que já havia obrigado "Nino" Vieira a disputar uma segunda volta nas presidenciais de 1994, viria a vencer as eleições, também no segundo turno, ao derrotar Bacai Sanhá, candidato do PAIGC, por uma larga margem (72 por cento), tornando-se, assim, o terceiro chefe de Estado do país.
Hoje, Henrique Rosa foi empossado presidente da Guiné-Bissau, sendo o sexto chefe de Estado do país, o terceiro em regime de interinidade.

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