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Adjunto da CPLP diz que sucessivos conflitos têm causas étnicas
- 8-Oct-2003 - 12:10

Os sucessivos conflitos e golpes de Estado na Guiné-Bissau têm causas remotas e datam de 1980, altura em que "grande parte dos guineenses, sobretudo da etnia balanta", se sentia "excluída" do processo de desenvolvimento.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

A afirmação é do secretário executivo adjunto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o moçambicano Zeferino Martins, que tem seguido de perto os últimos desenvolvimentos político- militares na Guiné-Bissau, onde se deslocará no fim deste mês em visita oficial.

"Os problemas são antigos e o golpe de Estado (de 14 de Setembro último) reflectiu isso mesmo, pois houve um esforço deliberado para uma +balantização+ do regime", liderado pelo presidente deposto Kumba Ialá, sustentou Zeferino Martins.

Para Zeferino Martins, que irá a Bissau preparar a visita do representante especial da CPLP para a Guiné-Bissau, o chefe da diplomacia timorense, José Ramos Horta, houve uma "tentativa para repor o equilíbrio político" desta etnia guineense, maioritária.

Zeferino Martins, que já foi consultor da UNESCO para a Guiné- Bissau e Angola, aludia ao facto de a maioria das chefias militares e respectivos órgãos de poder terem assumido os cargos durante o regime de Kumba Ialá, ele próprio um balanta.

"Os balantas sempre foram uma espécie de +carne para canhão+ e nunca foram respeitados desde o golpe de Estado de (14 de Novembro de) 1980", liderado pelo então primeiro-ministro João Bernardo "Nino" Vieira e que depôs o regime de Luís Cabral.

"Os ideais do golpe não resolveram o problema e a gestão de +Nino+ Viera foi má, pois a abertura democrática foi mal definida, e o diálogo interno no então partido único, PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), era deficiente", notou.

Lembrando que a quase totalidade da oposição que surgiu depois da abertura ao pluralismo político, em 1990, vinha do próprio PAIGC, Zeferino Martins voltou a criticar o antigo partido único, para sublinhar que o regime "cristalizou-se" e "não permitiu a necessária renovação na continuidade".

Mas, adiantou, enquanto esteve no poder, entre 1980 e 1998, "Nino" Vieira soube evitar dispersões étnicas e garantir a unidade nacional de um mosaico de 39 etnias que coexistiam pacificamente.

"Foi Kumba Ialá que precipitou tudo, ao querer repor esse tal equilíbrio de forças", razão pela qual esses perigos vieram novamente à superfície, levando "inevitavelmente" à sua queda, defendeu, sublinhando que o presidente deposto "era a única autoridade local".

"Ou se esperava pelas eleições ou elas eram adiadas +ad- eternum+ por Kumba Ialá. Por isso, era inevitável o golpe de Estado", sustentou Zeferino Martins, 48 anos, natural de Mocuba, Zambézia (centro norte de Moçambique).

Sobre a sua deslocação a Bissau, Zeferino Martins, secretário executivo adjunto da CPLP desde Junho de 2000, adiantou que tem duas vertentes "de carácter urgente".

A primeira passa por criar condições de diálogo para que o processo eleitoral decorra nos trâmites definidos na Carta de Transição Política, isto é, eleições legislativas dentro de seis meses e as presidenciais um ano depois da votação para o Parlamento.

A segunda, acrescentou, é - depois de saber o que o governo de Artur Sanhá quer - persuadir as organizações internacionais a abrir canais para apoiar a Guiné-Bissau, nomeadamente ajuda financeira.

"Há uma espécie de embargo à Guiné-Bissau e o presidente (brasileiro, Luiz Inácio) Lula (da Silva) já está a fazer contactos na alta política e junto das organizações financeiras, como o Banco Mundial (BM) e Fundo Monetário Internacional (FMI)", sublinhou.

"A Guiné-Bissau continua na agenda internacional. Está no Conselho de Segurança da ONU, na União Africana (UA), na Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) e também na própria CPLP", sustentou Zeferino Martins.

Nesse sentido, o secretário executivo adjunto da CPLP lembrou que, com a formação de um governo de transição, a comunidade internacional "já tem um interlocutor válido" para falar e preparar uma conferência de doadores.

A conferência, acrescentou, poderá decorrer antes ou depois da votação (prevista para Março de 2004), mas a comunidade internacional necessita de saber antes "qual o plano para reabilitar" o país.

"Mas haverá, com certeza, uma ajuda de emergência para apoiar o processo eleitoral e o governo. Agora, é necessário saber se as eleições serão daqui a seis meses ou daqui a um ano", alertou o antigo vice-ministro da Educação de Moçambique (1994/99) e mestre em "Estudos Democráticos" pela Universidade de Legon (Gana).


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