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Mais 18 milhões de euros do Banco Mundial e da União Europeia
- 18-Nov-2002 - 17:46
A União Europeia (UE) e o Banco Mundial (BM) vão disponibilizar cerca de 18 milhões de euros à Guiné-Bissau, destinando-se 12 milhões desta ajuda financeira a «limpar» os atrasados internos do país e a reactivar o sector privado.
O anúncio de tais decisões foi avançado hoje pelo Administrador do BM para 25 países africanos, o guineense Paulo Gomes, numa entrevista difundida pela estação de rádio portuguesa RDPÁfrica.
Paulo Gomes adiantou que cinco milhões de euros serão disponibilizados pela UE e entre sete e oito milhões de euros será entregue pelo BM.
Segundo Paulo Gomes, os restantes seis milhões de euros são destinados pelo BM ao sector energético da Guiné-Bissau, país com inúmeras dificuldades no abastecimento de energia eléctrica, quer em Bissau, quer no resto do território.
As verbas juntam-se aos 26 milhões de euros disponibilizados na semana passada também para apoiar a reactivação do sector privado guineense, uma «ajuda» já prevista há cerca de um ano e a que foi agora dada «luz verde» para a sua entrega.
O ajustar de contas com o sector privado é um dos «cavalos de batalha» dos empresários guineenses, que reclamam uma dívida importante do Estado às suas empresas - ainda por contabilizar -, que vem desde o início do conflito militar de 1998/99.
Paulo Gomes foi entrevistado por aquela rádio no aeroporto de Lisboa, em trânsito para Nova Iorque, depois de uma estada na semana passada em Bissau à frente de uma delegação do BM.
Quanto à questão política, nomeadamente em relação à dissolução do Parlamento e à convocação de eleições legislativas antecipadas, ambas decretadas pelo presidente guineense, Kumba Ialá, o alto responsável do BM sublinhou que «a mudança, normalmente, traz sempre aspectos positivos», razão por que não haverá constrangimentos das organizações financeiras internacionais.
Questionado sobre se o BM está disposto a financiar as eleições, que se realizarão previsivelmente em Fevereiro ou Março de 2003, Paulo Gomes sublinhou que cabe agora ao novo primeiro-ministro Mário Pires, empossado domingo por Kumba Ialá, fazer um pedido nesse sentido às Nações Unidas.
Mário Pires anunciou hoje a composição do novo elenco governamental, pelo que só agora poderá formular o respectivo pedido, tanto para o financiamento do acto eleitoral, como para a presença de observadores internacionais no escrutínio.
Paulo Gomes lembrou, por outro lado, que irá reunir-se, «provavelmente a 3 de Dezembro», em Nova Iorque, com os embaixadores dos cinco países que integram o Conselho Económico e Social da ONU (ECOSOC - Portugal, Brasil, África do Sul, Holanda e Guiné-Bissau) para «dar continuidade» à missão efectuada por esta entidade na semana passada também a Bissau.
O responsável do BM adiantou que a Conferência de Doadores da Guiné-Bissau, prevista para Março de 2003 em Genebra, será adiada em função da realização das eleições legislativas antecipadas guineenses.
Só depois da entrada em funções do governo saído das legislativas - o actual será apenas de «gestão» -, é que haverá uma reunião com os doadores.
A última vez que a conferência se realizou foi em Maio de 1999, tendo na altura sido disponibilizada uma verba de 230 milhões de euros, que nunca chegou a ser atribuída por causa dos sucessivos conflitos militares e institucionais na Guiné-Bissau.

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