| Pesquisar |
|
|
| Notícias |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
| Canais |
»
»
»
»
»
»
»
»
»
|
 |
Siga-nos no
Receba as nossas Notícias

Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui |
|
| Serviços |
»
»
»
»
»
|
|
|
| |
Conversas
no
Café Luso |
|
|
|
|
Brasil
|
|
«É preciso investir em política do livro»
- 8-Oct-2003 - 19:55
Dois académicos apelaram hoje em Coimbra ao empenho dos governos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa(PALOP) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) numa política do livro, actualmente ainda "muito frágil" nestas nações.
"Deve ser uma política governamental mais efectiva, senão não passa", frisou Carmen Lúcia Secco, professora de Literaturas Africanas (de língua portuguesa) na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A docente brasileira convergia com o seu colega norte- americano Russell G. Hamilton, também especialista nesta área, ao preconizar a necessidade de os governos dos PALOP e a CPLP dinamizarem uma política do livro nestas nações, que aposte na distribuição e aumente a circulação de autores consagrados e de valores emergentes.
Os universitários falavam à Agência Lusa à margem do congresso internacional de literaturas africanas de língua portuguesa "Cinco Povos Cinco Nações", que decorre até sábado em Coimbra.
"Através da literatura, vou conhecendo elementos dessa história comum [aos países de língua oficial portuguesa], vejo as coincidências e a as diferenças", observou Carmen Secco.
Russell Hamilton, professor emérito da Universidade Vanderbilt (em Nashville - Tennessee), vincou que, apesar da existência de línguas indígenas e de vários dialectos nos países africanos, "dentro de cada Estado-Nação a unidade continua a construir-se a partir do português".
"As línguas indígenas continuam a ser muito importantes e tiveram efeitos no português padrão, mas a ideia de nacionalidade baseia-se, em grande parte, na língua oficial", sustentou o especialista em literatura lusófona, brasileira e portuguesa.
Por outro lado, Russell Hamilton lembrou que, apesar do grau de analfabetismo ser muito grande nestes países durante o período colonial, "a literatura ajudou a transformar o pensamento do povo, não só da classe média".
"A literatura tinha e continua a ter um grande prestígio nestes países, até porque muitas da figuras de Estado eram também escritores", observou, citando o caso de um homem do povo angolano, analfabeto, que sabia de cor o poema de Agostinho Neto "Havemos de Voltar".
Ambos os professores aludiram a um interesse crescente entre os alunos relativamente aos livros de autores africanos de língua portuguesa, com os quais - adiantou Carmen Secco - os estudantes "se identificam muito".
Na primeira conferência dos trabalhos do congresso, Leonel Cosme apresentou uma comunicação sobre "Agostinho Neto, o Épico Africano".
Segundo o orador, Agostinho Neto é um dos "grandes poetas" angolanos do Século XX.
"Sempre ouvido pelo seu povo em vida, depois de morto a sua palavra continua actual e actuante", frisou.

Ver Arquivo
|
|
 |
| |
|
| |
|
|
|
|
|