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China e países lusófonos reúnem-se em Macau para promover cooperação
- 9-Oct-2003 - 17:02
A China e os países de expressão portuguesa sentam-se a partir de domingo à mesma mesa em Macau para discutir o desenvolvimento da cooperação económica e comercial numa altura em que o Brasil é o principal parceiro lusófono da República Popular.
Com o objectivo de estimular e desenvolver a cooperação económica e comercial aproveitando ao mesmo tempo a tradicional ligação de Macau aos países lusófonos, a China organizou o fórum para a Cooperação Económica e Comercial.
Neste fórum Portugal assume um papel político de relevância até porque se trata de um parceiro europeu, mas no capítulo das trocas comerciais e apesar de ter administrado Macau por 450 anos, Portugal está longe de atingir o estatuto brasileiro e angolano, já que regista apenas trocas comerciais no valor de 383 milhões de dólares americanos em 2002.
Já o Brasil, o país lusófono mais populoso com cerca de 180 milhões de residentes, somou, ao longo do ano passado, negócios no valor de 4.469 milhões de dólares enquanto que Angola registava 1.150 milhões de dólares.
De acordo com a informação disponibilizada pela organização do fórum o Brasil é, no contexto dos países lusófonos, o principal parceiro económico da China ao efectuar, em 2002, trocas comerciais de 4.469 milhões de dólares correspondentes a 3.003 milhões de dólares de importações chinesas e 1.466 de importações brasileiras.
Aliás, tanto a China como o Brasil descrevem o seu relacionamento bilateral como uma "parceria estratégica".
Da China para o Brasil seguiriam produtos como aparelhos electrónicos, equipamentos eléctricos, mecânicos, computadores, tecnologias da comunicação, têxteis e carvão enquanto o Brasil vendeu à República Popular grão, equipamentos mecânicos de transportes, produtos eléctrico, acessórios de automóveis, aviões, aço, matéria- prima de plásticos e madeira.
Até ao final de 2002, a China tinha no Brasil 67 empresas nos sectores do comércio, exploração de minas, desassoreamento portuário e restauração que representavam um investimento contratado de 157 milhões de dólares e real de 119 milhões de dólares.
Já o Brasil estava presente na China com 277 empresas relacionadas com a indústria pesada, ligeira, manufactora e de serviços com um capital de investimento contratado de 242 milhões de dólares e um investimento realizado de 79,8 milhões de dólares.
Para Angola, um país com cerca de 10 milhões de habitantes, a República Popular da China vendeu 61,3 milhões de dólares de produtos electromecânicos, têxteis, sapatos e vestuário enquanto importava 1.087 milhões de dólares de produtos, principalmente petróleo.
Apesar de não ter empresas angolanas na República Popular, o país liderado por José Eduardo dos Santos acolhe três empresas de capitais chineses que são responsáveis pela construção de empreendimentos no valor de 150 milhões de dólares.
Portugal, o primeiro dos oito países lusófonos a estabelecer relações económicas com a China, ainda no século XVI, e participante numa comissão mista económico-comercial para estudar a estratégia de desenvolvimento das relações bilaterais, vendeu à China produtos como pasta de papel, cortiça, produtos corticeiros, químicos e farmacêuticos no valor de 82,7 milhões de dólares.
No capítulo das importações, Portugal, cuja população está contabilizada em cerca de 10,1 milhões de habitantes, comprou à China sapatos, chapéus, têxteis, produtos plásticos, brinquedos e cerâmica cujo valor atingiu os 300 milhões de dólares.
Já Moçambique, com 19 milhões de habitantes, e a Guiné-Bissau, que tem uma população de 1,5 milhões de pessoas, mantiveram durante o ano passado trocas comerciais com a República Popular da China no valor de, respectivamente, 48,5 milhões de dólares e 4,5 milhões de dólares em negócios em que as exportações chinesas representam a maior fatia das transacções.
No entanto, em Dezembro de 2002, as empresas chinesas tinham dois projectos de investimento na Guiné-Bissau no valor de 4,3 milhões de dólares ao mesmo tempo os contratos de obras e serviços de fornecimento de mão-de-obra se cifravam em 260 milhões de dólares.
Cabo-Verde, com os seus 440.000 habitantes, é um mercado limitado para as empresas chinesas que mesmo assim exportam produtos da indústria ligeira e de uso quotidiano e assinaram contratos de mão- de-obra no valor de 10 milhões de dólares.
Com Timor-Leste, o país mais novo do mundo com uma população de 800.000 pessoas, a China está ainda a iniciar os contactos comerciais bilaterais, doou cerca de 8,6 milhões de euros para a reconstrução do país e conseguiu que uma empresa chinesa assinasse um memorando com o governo timorense relacionado com a prospecção de gás e petróleo.
Durante o fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de Língua Portuguesa em Macau, cujo programa oficial ainda não foi divulgado mas que contará com a presença dos ministros da Economia e da vice primeiro-ministro chinesa, não são esperados anúncios de grandes trocas comerciais mas sinais políticos de empenhamento no desenvolvimento das relações comerciais e económicas.
Quanto a eventuais negócios conseguidos nas bolsas de contactos, o mais provável é serem apenas anunciados pelas empresas aquando da assinatura dos respectivos contratos.
No entanto e no sentido de reforçar a sua política de abertura ao exterior e de relações com o mercado de mais de 220 milhões de pessoas do mundo lusófono, a China quer continuar a realizar o fórum de três em três anos.

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