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Cooperação entre China e países lusófonos cria boas oportunidades
- 12-Oct-2003 - 18:33
O vice-ministro chinês do Comércio An Min afirmou hoje em Macau que uma maior cooperação entre a China e os países de língua portuguesa permitirá criar boas oportunidades comerciais entre a República Popular e o mundo lusófono.
Ao intervir na cerimónia de abertura do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, An Min destacou as oportunidades que um mercado de mais de 1.200 milhões de cidadãos representa para as economias do mundo lusófono, sublinhando as vantagens do reforço da cooperação bilateral entre as partes.
Em 2002, a República Popular da China registou cerca de seis mil milhões de dólares (5,089 mil milhões de euros) em trocas comerciais com países de língua portuguesa, dos quais 4,2 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) em importações, referiu o vice-ministro chinês.
No primeiro semestre deste ano, as importações de produtos de países de língua portuguesa ultrapassou os três mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros), mais do dobro realizado em igual período de 2002, salientou An Min.
No Fórum, o vice-ministro destacou ainda que a intensificação da cooperação permitirá constituir um mercado de considerável tamanho, aproveitando para isso o papel de Macau como a ponte de união entre as culturas oriental e ocidental.
Em representação de Portugal, o ministro-adjunto do primeiro-ministro José Luís Arnaut sublinhou que a economia chinesa "é um possante motor económico ao nível global" possibilitando por isso um "potencial económico e empresarial a desenvolver, quer no plano bilateral, quer identificando possibilidades de triangulações com vários dos países participantes, onde a coincidência dos interesses económicos o justifique e aconselhe".
Sobre Macau, José Luís Arnaut salientou a importância do "posicionamento geográfico estratégico, enquadrado numa das sub-regiões mais dinâmicas do globo", classificando como um "pivot natural para fazer a ponte entre a China e os países de língua portuguesa", dadas as ligações históricas a Portugal e à cultura portuguesa.
O ministro português disse ainda que a "aproximação da China, com todas as suas potencialidades e dinamismo económico, aos mercados lusófonos, num quadro de reciprocidade e de vantagens mútuas, será seguramente um poderoso factor de crescimento e desenvolvimento económico para os países envolvidos".
Já Luiz Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil afirmou que a China se "transformou" em três anos no segundo principal parceiro do seu país.
No contexto da lusofonia, o Brasil " representa uma fatia muito importante do mercado", já que tem e 176 milhões dos cerca de 220 milhões de pessoas do mundo lusófono, referiu Furlan.
Os países africanos de língua portuguesa aproveitaram a cerimónia inaugural para destacar as longas relações com a China, sublinhando especialmente, como o fez Avelino Bonifácio, ministro da Economia, Crescimento e Competitividade de Cabo-Verde, o apoio chinês "na luta anti- colonial que conduziria à independência política proclamada a 05 de Julho de 1975".
Hoje o apoio chinês traduz-se na concretização de projectos de desenvolvimento e nas trocas comerciais, salientaram os representantes de Angola, Moçambique, Cabo- Verde e Guiné-bissau, missões que os países africanos querem continuar a beneficiar.
Já Abel Ximenes, vice-ministro do Desenvolvimento e Ambiente de Timor-Leste, explicou que a aposta governamental tem de estar centrada na recuperação das infra-estruturas destruídas devido à luta em que o povo timorense se envolveu pela independência face à Indonésia, mas salientou alguns recursos naturais disponíveis, como o petróleo e o gás, e a cooperação internacional como factores determinantes para o desenvolvimento.
O fórum de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua oficial portuguesa teve hoje início em Macau e prolonga-se até terça-feira com diversos contactos entre os participantes e as delegações empresariais.
Na segunda-feira, os chefes das missões da China e dos países de língua portuguesa reúnem-se numa cimeira ministerial da qual deverá sair um protocolo de cooperação entre os participantes.

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