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Cabo Verde
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Inventário do património espera ajuda para arrancar em 2004
- 15-Oct-2003 - 10:45
Cabo Verde deverá iniciar no próximo ano o inventário do seu património, começando pelo construído e natural, e, numa fase posterior, estendendo-o ao cultural e artístico móvel.
Carlos Carvalho, director do Instituto da Investigação e do Património Cultural, explicou que o arranque do projecto está dependente das garantias de financiamento, nomeadamente dos resultados das negociações em curso com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura) e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
Nos últimos meses, esteve em Cabo Verde uma delegação da UNESCO e até ao início de Novembro deverá chegar ao país um outro grupo de especialistas em inventário para abordar a questão, e definir a estratégia de realização do projecto.
Nessa ocasião deverá realizar-se um pequeno seminário para orientação dos técnicos cabo-verdianos na concretização do inventário.
A opção pelo património cultural construído e pelo natural em primeiro lugar relaciona-se também com a necessidade de ir preparando alguns "dossiers" para eventuais candidaturas para classificação como patrimónios da humanidade pela UNESCO.
O prioritário, segundo o responsável, é o inventário do património cultural construído, porque, em alguns casos, o natural já está inventariado e protegido por legislação que cria parques e reservas naturais.
Também a realização do inventário do património cultural móvel se reveste de maior complexidade, por abarcar o público, o privado e o de instituições.
"Queremos saber qual é o património da país, até para evitar que seja delapidado", realçou Carlos Carvalho em alusão ao património móvel, que, estima, poderá "levar anos" a ser inventariado.
A realização dos inventários, e a sua extensão temporal, segundo o dirigente, está dependente de financiamentos, que, a serem garantidos, poderão levar à realização de trabalhos em simultâneo.
A Cidade Velha, a primeira urbe fundada por europeus nos trópicos, foi edificada por portugueses dois anos após a descoberta, em 1460. Tem sido objecto de várias intervenções de reabilitação a cargo das cooperações portuguesa e espanhola.
Um objectivo futuro para a Cidade Velha, antiga Ribeira Grande, é criar condições susceptíveis de a candidatar à classificação como património da humanidade.
Responsáveis ligados à cultura e património do país têm aludido igualmente à possibilidade de avançarem candidaturas para o núcleo histórico da cidade de S. Filipe, na ilha do Fogo, e para o deslumbrante espaço natural das salinas de Pedra Lume, na ilha do Sal.
Carlos Carvalho admite que poderá vir a surgir "uma outra candidatura com muito peso", que se escusou a revelar, uma possibilidade que deverá ter sido equacionada durante as visitas efectuadas em Setembro por especialistas da UNESCO.

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