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  Cabo Verde
Governo em silêncio sobre desastre ecológico na baía do Porto Grande
- 17-Oct-2003 - 14:29

O governo de Cabo Verde aguarda um "relatório circunstanciado" para tomar uma posição sobre o desastre ecológico que constituiu o derrame, esta semana, de toneladas de gasóleo na baía do Porto Grande, ilha de S. Vicente.


Esta posição foi assumida, na quinta-feira, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, segundo o qual o assunto nem sequer foi abordado na reunião.

Questionado pelos jornalistas, Arnaldo Andrade remeteu qualquer pronunciamento para "depois da recepção de um relatório circunstanciado" sobre a ocorrência, que está ainda a ser preparado.

Também quanto à necessidade de determinação de outro tipo de responsabilidades, com vista a uma eventual penalização, o ministro não quis tecer comentários, adiantando que, também para esse efeito, o governo está "à espera" do citado relatório.

O derrame de quantidades não especificadas de gasóleo ocorreu na passada terça-feira, por causas ainda não apuradas, proveniente de um dos tanques de armazenamento da Empresa Nacional de Combustíveis (ENACOL), na qual as petrolíferas GALP (portuguesa) e Sonangol (Angola) detêm 65 por cento do capital, e o Estado cabo-verdiano a parte restante.

A zona afectada, a praia de Cova de Inglesa, apresentava na terça-feira de manhã uma extensa mancha negra de mais de quatro quilómetros, entretanto atenuada pela intervenção de técnicos da ENACOL, da SHELL (a outra petrolífera que opera no arquipélago) e de populares.

A estes voluntários vieram juntar-se posteriormente elementos das Forças Armadas, dos Bombeiros Municipais e dos Serviços de Protecção Civil, que têm tentado, com algum êxito, remover as manchas de combustível que vêm dando à costa.

No entanto, a recolha do combustível está a ser feito por métodos muito artesanais. Com as mãos e pás os trabalhadores recolhem o combustível para uns baldes, e posteriormente para bidões, tornando a recolha morosa e pouco eficaz.

Quinta-feira a televisão nacional de Cabo Verde mostrou vários trabalhadores a executar essa tarefa sem luvas nem botas, com as pernas e pés enterrados no combustível, e as mãos nuas a servirem de concha para o colocar nos baldes.

De acordo com fontes no local, o principal problema reside neste momento no combustível que se vai afundando, afectando a fauna e a flora locais, uma vez que não existem meios para a sua localização e remoção.

Desde que se deu o acidente, as autoridades da ilha tentaram circunscrever o problema, que se avoluma pelo facto de nem as empresas de combustíveis que operam no Porto Grande, nem outras instituições vocacionadas disporem de um plano de emergência e equipamentos para fazer face à situação.

Não se conhece, até ao momento, qualquer posição oficial da empresa ENACOL, que embora colaborando na luta contra a poluição originada pelo derrame do combustível de um dos seus tanques, apenas se pronunciou para lamentar o desastre ecológico.

O argumento tem sido a ausência, em serviço em Portugal, do director geral da empresa.

Para além das consequências ambientais da catástrofe, outras serão de prever, uma vez que na zona afectada situa-se uma das principais infra-estruturas de desembarque de pescado e de produção de frio do arquipélago, considerada essencial para a preparação de produtos destinados à exportação, nomeadamente para a União Europeia (UE).

O acidente ocorre assim, num mau momento para Cabo Verde, uma vez que o aval da Comissão Europeia (CE) às condições higiénicas dessa infra-estrutura foi uma das exigências para o levantamento do embargo às exportações de pescado cabo-verdiano para esse mercado, suspensas há cerca de três anos.

O derrame coincidiu com o momento em que se preparava o reinício das exportações e as vésperas da visita de uma delegação da Comissão de Pescas da UE (com início marcado para segunda- feira), destinada a analisar o a questão com as autoridades cabo- verdianas.


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