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Guiné-Bissau desce 24 lugares em lista mundial
- 21-Oct-2003 - 14:17
A Guiné-Bissau é um dos países que mais desceu na classificação mundial da liberdade de imprensa, situando-se na 118ª posição, devido ao encerramento de alguns órgãos de comunicação social, segundo a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Em relação ao Países de Língua Oficial Portuguesa, a Guiné- Bissau ocupa a pior posição, seguindo-se Angola (97º), Brasil (71º), Moçambique (63º), Cabo Verde (47º) e Timor-Leste (30º), que merece um destaque da RSF por ser um dos países mais pobres do mundo e com melhor classificação. São Tomé e Príncipe não consta da lista.
Além da Guiné-Bissau, entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Angola desceu quatro posições, Cabo Verde uma e a única subida registada - sete lugares - foi Moçambique.
Portugal encontra-se este ano na 28ª posição, uma descida de 21 lugares em relação ao ano passado.
De acordo com a classificação da RSF, os três países do continente africano que perderam um maior número de posições em relação ao ano passado foram a Costa do Marfim (137), desceu 82 posições, a Libéria (132), desceu 23 lugares, e a Guiné-Bissau, que no ano passado estava na 94ª posição.
Segundo a organização, nos dois primeiros casos, jornalistas nacionais e estrangeiros estiveram expostos à violência dos beligerantes, num continente em que "as guerras e as graves crises políticas têm inevitavelmente consequências sobre a liberdade de imprensa".
Do continente africano, o país melhor classificado é a África do Sul (21), seguida do Benim (29), Maurícias (41) e Madagáscar, Cabo Verde e Gana (46,47 e 48, respectivamente).
Tal como Timor-Leste, o Benim e Madagáscar merecem um destaque da RSF por serem dos países mais pobres do mundo e estarem melhor classificados do que o Bahrein (117) ou Singapura (144), considerados países ricos.
Esta classificação permite à RSF concluir que "o respeito pela liberdade de imprensa não está unicamente ligado ao desenvolvimento económico dos Estados".
O pior caso do continente africano é a Eritreia, que está na 162ª posição, de um total de 166 países analisados. No final da tabela estão ainda o Zimbabué (141), Sudão (142), Tunísia (149) e Líbia (153).
A nível mundial, a classificação é liderada pela Finlândia, Islândia, Noruega e Holanda, sendo a última posição ocupada pela Coreia do Norte.
A Ásia regista as piores situações, com oito dos dez países que ocupam as últimas posições: Coreia do Norte, Birmânia, Laos, China, Irão, Vietname, Turquemenistão e Butão.
Segundo a RSF, nestes países, a imprensa independente ou não existe ou é reprimida todos os dias pelas autoridades, enquanto os jornalistas "trabalham em condições extremamente difíceis, sem qualquer liberdade ou segurança".
A organização destaca ainda Cuba, que ocupa a penúltima posição, e onde, na Primavera deste ano, 23 jornalistas independentes foram detidos e condenados a penas entre os 14 e os 27 anos de prisão, fazendo deste país "a maior prisão do mundo para os jornalistas".
De realçar ainda a descida de 14 lugares dos Estados Unidos, que este ano ocupam a 31¦ posição, no que diz respeito ao território nacional, uma vez que também é analisado o trabalho dos jornalistas norte-americanos no Iraque (135º).
Também Israel tem duas classificações: no seu território (44º) e nos territórios ocupados (146º).
Para elaborar esta classificação, a RSF pediu a jornalistas, investigadores, juristas e defensores dos direitos humanos para responderem a um questionário composto por 53 perguntas.
Entre os itens analisados estão os atentados directos contra jornalistas, incluindo assassínios, detenções, agressões, ameaças, ou contra os média, entre censura, perseguições, pressões, encerramento) e o grau de impunidade de que beneficiam os autores das violações da liberdade de imprensa.
O questionário tem ainda em conta o quadro jurídico que rege o sector da comunicação social e o comportamento do Estado face aos média públicos e à imprensa estrangeira.
Esta é a segunda classificação mundial de liberdade de imprensa e foram analisados mais 27 países do que no ano passado. Os restantes países do mundo não constam desta lista por falta de informações fiáveis.

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