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  Cabo Verde
Empresa privada vai gerir e explorar património da Cidade Velha
- 22-Oct-2003 - 22:51

Uma empresa privada vai gerir os espaços turísticos e patrimoniais da Cidade de Velha, a mais antiga urbe fundada por europeus nos trópicos, segundo modelo a definir pelo Governo de Cabo Verde, anunciou hoje fonte oficial.


Carlos Carvalho, responsável pelo Instituto do Património Cultural de Cabo Verde, adiantou que dentro de pouco tempo será lançado um concurso público para escolher essa empresa.

"A ideia é que toda a Cidade Velha, em termos dos circuitos histórico, cultural, patrimonial e turísticos terá de ter uma gestão de qualidade", explicou Carlos Carvalho.

à empresa concessionária caberá a exploração económica dos circuitos turísticos, nomeadamente das entradas de visitantes nos espaços patrimoniais, bem como a sua manutenção, preservação e melhoramentos necessários.

De acordo com Carlos Carvalho, o modelo que está a ser preparado contempla a definição de um caderno de encargos e a abertura de um concurso público de concessão, embora, ressalvou, a "ultima palavra" sobre isso caberá ao Ministério da Cultura.

No entanto, acrescentou, não será o Estado a fazer a exploração desses espaços e circuitos, caber-lhe-á um papel de fiscal, através do Ministério da Cultura.

O que se pretende é incluir nessa concessão a gestão de uma pequena pousada, já concluída, mas ainda não aberta ao público, e de espaços patrimoniais como o Convento de S. Francisco, da Fortaleza Real de S. Filipe e de todo o circuito histórico-cultural e turístico a definir.

Segundo Carlos Carvalho, a pousada poderá entrar em funcionamento a qualquer momento, mas a intenção é que "não venha a ser mais uma pousada com um serviço que, em vez de trazer mais valias para a Cidade Velha, traga mais problemas".

A pousada, desenhada pelo arquitecto português Siza Vieira e executada pela cooperação espanhola, é uma pequena estrutura com seis unidades de alojamento e um restaurante, implantada entre arvores centenárias junto à ribeira da Cidade Velha, nas imediações do Convento de S. Francisco.

Em 2002, a cooperação espanhola pôs a descoberto o traçado original do antigo Convento de S. Francisco (de meados do século XVII) e reabilitou e colocou a cobertura na sua capela, que desde então tem sido utilizada para iniciativas de índole cultural.

Em finais dos anos 1990, foi finalizada a reabilitação da Fortaleza Real de S. Filipe, cuja construção foi concluída em 1593.

Actualmente, a cooperação espanhola empenha-se na reabilitação da Igreja de Nossa Senhora do Rosário (século XVIII), que continua a ser o espaço de culto do povoado.

Desde Abril passado, a cooperação portuguesa tem em curso na Cidade Velha a consolidação das ruínas da Sé catedral, o monumento mais emblemático da antiga urbe, com um projecto de 720 mil euros a cargo do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).

A construção da Sé - segundo um desenho de três naves, capela-mor e sacristia - iniciou-se a meio do século XVI, mas foi interrompida antes da conclusão da elevação das paredes, tendo o edifício ficado inacabado e sem uso durante 110 anos.

Retomada a construção sobre as partes já existentes, foi terminada no final do século XVII.

A conclusão do edifício veio a ocorrer quando a cidade perdia importância em favor da Vila da raia, a qual acabou por ganhar o estatuto de capital, por decisão do Marquês de Pombal.

Considerada o berço da nacionalidade cabo-verdiana e capital do arquipélago até 1769, a Cidade Velha (antes chamada Ribeira Grande) foi também a primeira urbe edificada por europeus em África, em 1462.

A sua importância histórica e os testemunhos que encerra levam as autoridades cabo-verdianas a encarar a sua candidatura à classificação como património da humanidade pela UNESCO, dentro de alguns anos.

O próprio arquitecto Siza Vieira, a expensas da cooperação portuguesa, está a ultimar o plano geral de reabilitação da Cidade Velha, tendo em vista esse objectivo.

Como zona administrativa, foi cedida pela coroa portuguesa ao navegador genovês António de Noli que, juntamente com familiares, habitantes do Alentejo e Algarve e frades franciscanos, criou aí a primeira colónia em 1462, dois anos depois da descoberta.

Entreposto de escravos do continente africano para as Américas, ao longo dos séculos foi palco de ataques e saques por corsários, entre eles o inglês Francis Drake (1578/79) e o francês Jacques Cassard (1712).

A destruição e abandono pelos moradores ditaram o irreversível declínio, e em 1769 perdeu a sede do governo a favor da Vila da Praia, hoje Cidade da Praia e capital do país, a dezena e meia de quilómetros de distância.


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