Apoio ao investimento estrangeiro em Portugal
           As Notícias do Mundo Lusófono
 Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 toda a lusofonia aqui
 Pesquisar
 
          em   
 Notícias

 » Angola
 » Brasil

 » Cabo Verde
 » Guiné-Bissau
 » Moçambique
 » Portugal
 » S. Tomé e Príncipe
 » Timor Leste
 » Comunidades
 » CPLP
 
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Canais


 » Manchete
 » Opinião
 » Entrevistas
 » Comunicados
 » Coluna do Leitor
 » Bocas Lusófonas
 » Lusófias
 » Alto Hama

 » Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
 Serviços

 » Classificados
 » Meteorologia
 » Postais Virtuais
 » Correio

 » Índice de Negócios
 
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
 
  Brasil
«Literatura angolana tem voz própria mas não abordou certos temas»
- 25-Oct-2003 - 17:09

A literatura angolana já tem uma voz própria e criou um espaço, mas tem "descurado" a realidade rural e não tratou alguns temas amplamente abordados noutras literaturas africanas, afirma o escritor Pepetela.


"Há um tema que ninguém ainda focou na literatura que é a vinda do jovem do meio rural para a cidade, o que ele sente, quais as contradições que sente, etc.", disse.

Pepetela encontra-se em Portugal a promover o seu mais recente livro, "Jaime Bunda e a morte do americano" onde o intrépido agente dos SIG (Serviços de Informações Gerais) investiga "no assombro de terra que é Benguela" a morte de um engenheiro norte-americano.

Hoje, em Portimão, o escritor angolano inicia um périplo por três cidades algarvias que o levará segunda-feira, a Faro onde falará na Biblioteca Ramos Rosa às 18:00 sobre o seu livro, e terça-feira à Biblioteca Dr. Júlio Dantas, em Lagos, onde estará a partir das 21:00.

"Jaime Bunda e a morte do americano" é o regresso de Pepetela ao romance policial, numa prosa pontuada por vários regionalismos, pela ironia e a crítica social.

Não sendo sua preocupação a fixação dos termos dos vários idiomas autócnes, considera que se "está a perder um património que é identidade de todos os angolanos" e que seria essencial "fixar as tradições orais, sob o risco de as perdermos e perdermos parte de nós próprios".

Angola é hoje um espaço "de múltiplas confluências, cruzada de Norte a Sul e Leste a Oeste pelas mais variadas nacionalidades".

"Até muçulmanos erguem hoje as suas mesquitas, facto nunca antes visto, e à margem da lei, para além dos várias igrejas quem têm surgido" e de que aliás faz referências neste seu mais recente título.

O pregador que foi roubado pelo "Robin dos comboios" que actuava no caminho-de-ferro de Benguela ou a governante do americano, a Dona Guilhermina, "adepta de uma dessas crenças modernas em que se conhece a verdade absoluta deste mundo e dos outros todos".

Contudo "após um declínio logo a seguir à independência e porque estava ainda conotada com o colonialismo a Igreja Católica está em plena pujança", disse o escritor.

Segundo Pepetela "as igrejas estão sempre cheias e muitos ministros e outras figuras de relevo na sociedade angolana que nunca tinham mostrado qualquer religiosidade vieram a público dar a conhecer a sua fé, e até o Presidente da República se casou catolicamente".

Pepetela considera que a Igreja Católica tem desempenhado um "importante papel na reconciliação, designadamente desde que o Estado entregou a Rádio Eclesia que tem promovido debates sobre os problemas sociais de Angola".

"Também muitos dos dignatários católicos foram alvo de perseguições pelo regime colonial e há um outro entendimento por parte dos angolanos".

No livro que apresentará segunda-feira, em Faro, a morte de um engenheiro americano preocupa o Governo de Luanda receoso "que o presidente americano considerasse o país área perigosa" o que "representava um desastre, perdendo assim Angola a agradabilíssima companhia dos ianques, umas jóias de pessoas", como enfatiza D.O. ao agente Jaime Bunda.

Este é "o sentimento do povo" relativamente aos Estados Unidos. "Os americanos são mais os amigalhaços do Governo que da população", disse.

O vate de Massangala, Julião Domingos de Sousa, entre a sua roda de amigos do bar da praia Morena "logo proferiu lapidar sentença: um gringo a menos sempre melhora a qualidade do ar".

"Línguas de fogo" este grupo que logo recordou um caso idêntico ocorrido na década de 1950 durante o tempo colonial.

Hoje, as relações entre Portugal e Angola são outras apesar de Pepetela considerar que "em termos culturais poderiam ser mais intensas, pois há muita coisa a fazer, o que aliás se passa também com o Brasil, o primeiro país a reconhecer a independência angolana".

Pepetela afirma que Portugal "goza de uma grande quota de influência e simpatia". A morte do engenheiro norte-americano muitos transtornos causou a algumas personagens que queriam assistir através da televisão a um jogo decisivo do campeonato português de futebol.

Mas não é só a área do desporto, "mas um pouco de tudo que diga respeito a Portugal tem interesse para os angolanos, muitos deles com filhos ou parentes cá".

E a esse propósito o escritor não deixa de fazer notar "que aos brasileiros ilegais em Portugal foi-lhes dada uma segunda oportunidade e aos angolanos não".

O autor, galardoado com o Prémio Camões em 1997, salienta ainda o crescimento da Língua Portuguesa em Angola.

"Actualmente o Português é a língua materna de 3 em cada 4 angolanos", enfatiza, para logo contrastar que Portugal tem apenas um Centro Cultural em Luanda e um centro de língua no Lubango, "enquanto a França tem três activos centros culturais, e não têm quaisquer afinidades connosco".

Neste sentido o autor de "A geração da utopia" gostava que a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) "fosse mais activa em termos culturais e permitisse maiores permutas e contactos até entre escritores".

Pepetela com "Jaime Bunda e a morte do americano" que apresenta hoje em Portimão, segunda-feira em Faro e terça-feira à noite na cidade de Lagos não coloca um ponto final às aventuras do "detective de mataco grande" mas afirmou ou à Lusa "que por agora não tem vontade de voltar a ele" nem vislumbre que se torne uma série, mas sempre vai dizendo "talvez apeteça ao Jaime Bunda ir à China, quem sabe".


Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos




Ver Arquivo


 
   
 
 

 Ligações

 Jornais Comunidades
 
         
  Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

 edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona Web Design e SEO Portugal / Brasil por NOVAimagem