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  Brasil
Lula visita África para mostrar a diferença entre prometer e fazer
- 28-Oct-2003 - 22:46

O Brasil vai assinar mais de 40 acordos, nomeadamente nas áreas de saúde, educação e agricultura, com os cinco países africanos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará de 1 a 8 de Novembro, anunciou hoje a diplomacia brasileira.


"Estamos a trabalhar com África por razões de natureza sentimental, histórica, cultural, mas sobretudo para fortalecer a cooperação Sul-Sul e reforçar a base de negociações com os países do Norte", disse hoje, em conferência de imprensa, o chefe do Departamento África do Itamaraty, Pedro Motta.

O embaixador brasileiro informou que o presidente brasileiro visita São Tomé e Príncipe (dia 2 de Novembro), Angola (3 e 4), Moçambique (5 e 6) e África do Sul (7).

Lula deverá estar acompanhado dos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, da Educação, Cristovam Buarque, e da Saúde, Humberto Costa.

À excepção de São Tomé, uma delegação de 160 empresários brasileiros acompanhará a visita presidencial e participará em seminários e reuniões de negócios em todos os outros países africanos.

A delegação inclui representantes do sector energético (Companhia Vale do Rio Doce), de construção (Odebrecht e Camargo Correa), móveis, agronegócios, máquinas, material de defesa, equipamentos hospitalares, automóveis, entre outros.

Empresários de outros países do Mercosul, nomeadamente da Argentina e do Paraguai, também deverão integrar a missão, que engloba ainda a participação dos bancos do Brasil, do Nordeste e do Banco Nacional do Desenvolvimento Económico e Social (BNDES).

"O Mercosul já está negociando um acordo de livre comércio com a União Aduaneira da África Austral. Mas nós queremos ampliar e, de imediato, dar início às negociações de abertura do mercado brasileiro para produtos africanos", afirmou Pedro Motta.

O diplomata brasileiro acrescentou ainda que o Brasil deseja "negociações (...) que favoreçam os países africanos".

De Janeiro a Setembro, o Brasil exportou para a África o equivalente a 2,068 mil milhões de dólares (cerca de 1,760 mil milhões de euros) e importou 2,347 mil milhões de dólares (cerca de 2 mil milhões de euros), volumes considerados ainda reduzidos face ao potencial dos mercados brasileiro e africano.

Em 2002, o total das exportações brasileiras para o continente africano somou 2,360 mil milhões de dólares (cerca de 2 mil milhões de euros), representando um crescimento de 18,8 por cento em relação a 2001.

Um dos temas empresariais nesta visita à África que merece destaque é o interesse da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) na exploração das minas de carvão de Moatize, em Moçambique, e na construção de uma hidroeléctrica no Vale do rio Zambeze.

Segundo cálculos do governo moçambicano, os investimentos para a exploração do carvão e a reconstrução de 500 quilómetros de linhas érreas destruídas são da ordem de 700 milhões de dólares (596 milhões de euros).

O investimento, somente na exploração das minas, com reservas estimadas em 10 mil milhões de toneladas de carvão, é avaliado em 300 milhões de dólares (cerca de 255 milhões de euros).

Ainda em Moçambique, deverá ser firmada uma parceria entre o laboratório Farmanguinhos com o governo moçambicano para a instalação de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais em Maputo.

Pedro Motta disse, contudo, que há "dificuldades técnicas" para que parte do resíduo da dívida moçambicana com o governo brasileiro (cerca de 20 milhões de dólares / 17 milhões de euros) possa ser utilizada na criação dessa fábrica.

Com Angola, o Brasil discute a possibilidade de reservar parte significativa da linha de crédito com aquele país africano para financiar projectos na área de educação e formação profissional.

Angola é um dos países africanos onde os empresários brasileiros estão mais interessados em investir, já que os angolanos estão em processo de reconstrução do país, após 27 anos de guerra civil.

Diante deste interesse já manifesto, o Banco do Brasil vai abrir um escritório em Luanda para dar resposta ao crescente movimento empresarial em Angola, nomeadamente nas áreas de telecomunicações, serviços, agrobusiness e construção.

Em Luanda, o presidente Lula visitará um centro de reabilitação de mutilados, o centro de formação profissional de Cazenga, projecto financiado pelo governo brasileiro, e vai inaugurar a Casa do Brasil.

Em São Tomé e Príncipe, Lula inaugura oficialmente a recém aberta embaixada brasileira no país.

O Itamaraty acredita que, nessa altura, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) assine acordos de cooperação com o governo são-tomense para a regulamentação do sector petrolífero do arquipélago.

Na Namíbia, país com o qual o Brasil desenvolve o mais importante programa de cooperação militar pacífica no Atlântico Sul, serão assinados acordos que abrangem outras áreas, como agricultura, desporto e desenvolvimento urbano.

Com a África do Sul, que se converteu em parceiro natural do Brasil para o desenvolvimento de todo o tipo de cooperação, os encontros não se limitarão à cooperação bilateral, mas também multilateral.

Além das negociações em curso do Mercosul com a União Aduaneira da África Austral, merece destaque a parceria estratégica(G-3) que o Brasil e a África do Sul fizeram com a Índia, em Junho deste ano.

O chamado G-3 pretende ser um modelo de cooperação entre países em desenvolvimento, concretizando parcerias em âmbito trilateral em diversas áreas, como a ciência e tecnologia, a defesa, o os transportes aéreo e marítimo, a saúde, o comércio e o combate à fome.

Este último tema, bandeira do governo Lula da Silva, será abordado também em todos os outros países africanos que o presidente brasileiro visitará.


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