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«Estamos no governo para manter a paz»
- 29-Oct-2003 - 12:19
Em Luanda corre a definição de que enquanto os portugueses prometem, os brasileiros fazem
A UNITA, segundo maior partido da assembleia angolana, vai continuar a integrar o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN) para "consolidar a paz e cumprir os acordos existentes", garantiu hoje o seu presidente, Isaías Samakuva. "Na devida altura, a UNITA poderá reconsiderar essa posição, mas acreditamos que Angola, neste momento, precisa deste governo de unidade nacional", salientou.
"Estamos numa fase bastante crítica, em que precisamos é de consolidar a paz e a estabilidade do país, o que passa, necessariamente, por cumprir os acordos (de Lusaca e do Luena), no âmbito dos quais estamos no governo", justificou.
Isaías Samakuva falava à saída de um encontro com o primeiro-ministro português, José Manuel Durão Barroso, que hoje termina uma visita oficial de quatro dias a Angola.
Relativamente ao processo eleitoral, Samakuva lembrou que foi o seu partido o primeiro a sugerir Setembro de 2005 para a realização de eleições gerais em Angola.
"Na altura em que fizemos a proposta, dávamos 24 meses e o tempo está a passar. O importante é que comecem a contar já, e não daqui a seis meses ou um ano", frisou.
O líder da UNITA observou ainda que as eleições "não se podem fazer sem que estejam criadas as condições para tal", recordando que o seu partidos identificou algumas das tarefas necessárias.
Quanto à visita de Durão Barroso, manifestou a esperança que dela possa resultar o reforço das relações entre os dois países.
"Acreditamos que esta visita serviu o objectivo de um relacionamento saudável entre Portugal e Angola", comentou.
Recorde-se, entretanto, que nos próximos dias 3 e 4, Lula da Silva estará de visita a Angola, país com quem o Brasil discute a possibilidade de reservar parte significativa da linha de crédito com aquele país africano para financiar projectos na área de educação e formação profissional.
Angola é um dos países africanos onde os empresários brasileiros estão mais interessados em investir, já que os angolanos estão em processo de reconstrução do país, após 27 anos de guerra civil.
Diante deste interesse já manifesto, o Banco do Brasil vai abrir um escritório em Luanda para dar resposta ao crescente movimento empresarial em Angola, nomeadamente nas áreas de telecomunicações, serviços, agrobusiness e construção.
Em Luanda, o presidente Lula visitará um centro de reabilitação de mutilados, o centro de formação profissional de Cazenga, projecto financiado pelo governo brasileiro, e vai inaugurar a Casa do Brasil.
Importa, por isso, estar atento e comparar os balanços, sobretudo da UNITA e do Governo, às visitas de Durão Barroso e Lula da Silva. Isto porque em Luanda corre a definição de que enquanto os portugueses prometem, os brasileiros fazem.

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