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Secretário-geral da Frelimo critica subsídios agrícolas dos países ricos
- 29-Oct-2003 - 16:31
Os subsídios agrícolas concedidos pelos países ricos distorcem o comércio internacional e prejudicam os países pobres, afirmou hoje em São Paulo o secretário-geral da Frelimo, Armando Emílio Guebuza, ao discursar no XXII Congresso da Internacional Socialista (IS).
O dirigente do partido governamental moçambicano defendeu os esforços em curso destinados a ultrapassar o recente fracasso da reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC) em Cancun, México.
"A globalização não pode continuar a justificar a distorção dos preços dos produtos de exportação dos países em desenvolvimento através da concessão de subsídios aos produtos das nações mais ricas", referiu Armando Guebuza.
"Neste contexto, encorajamos a continuação dos esforços do G-27 para encontrar formas justas e consensuais de ultrapassar o fracasso de Cancun", afirmou o secretário-geral da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).
Na conferência de Cancun, realizada entre 10 e 14 de Setembro, as nações em vias de desenvolvimento tentaram pôr termo aos subsídios que os países ricos concedem às suas próprias agriculturas, enquanto que a Europa e o Japão pretenderam introduzir quatro novos dossiers sobre liberalização do comércio.
A não conciliação das agendas dos 146 membros da OMC acabou por dividir de forma irreparável os delegados presentes em Cancun, com os países pobres a acusarem os países ricos de os forçarem a aceitar regras de comércio desvantajosas.
No seu discurso ao plenário do congresso da IS, Armando Guebuza recordou os recentes avanços democráticos de Moçambique, destacando a passagem do 11º aniversário do Acordo Geral de Paz, que marcou o fim de 16 anos de uma guerra civil "devastadora".
"É notório o desenvolvimento das instituições democráticas de Moçambique, o que tem permitido o funcionamento pleno do Governo, do Parlamento e do sistema judicial", disse ainda Armando Guebuza.
O secretário-geral da Frelimo anunciou igualmente a realização de eleições autárquicas, no dia 19 de Novembro, e de eleições presidenciais e legislativas em 2004.
"Auguramos que estas eleições decorram de forma pacífica e transparente e que contribuam para a consolidação da unidade nacional", referiu Armando Guebuza.
O dirigente da Frelimo reuniu-se hoje com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar da visita que o chefe de Estado fará a Moçambique, entre os dias 04 e 07 de Novembro.
"Esperamos que essa visita possa criar um maior interesse dos investidores brasileiros por Moçambique", afirmou Armando Guebuza à Agência Lusa.
"O governo moçambicano espera igualmente o alargamento da cooperação técnica entre os dois países, designadamente da transferência de tecnologia, para aumentar a produtividade da indústria de Moçambique", referiu o dirigente moçambicano.
A comitiva da Frelimo presente no XXII Congresso da IS, que termina hoje em São Paulo, é composta por cinco dirigentes do partido.

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