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A descolonização vista pelo general Gonçalves Ribeiro
- 20-Nov-2002 - 16:04

A descolonização portuguesa de Angola e a envolvente político-partidária que a rodeou em 1974 e sobretudo em 1975 é o tema de um livro do general Gonçalves Ribeiro, antigo director Geral de Política de Defesa Nacional.

«A Vertigem da Descolonização - Da Agonia do Êxodo à Cidadania Plena» é o título do livro do autor, um destacado responsável em Angola durante o período de transição para a independência e que colaborou activamente no processo de integração dos desalojados na sociedade portuguesa.

A obra será lançada oficialmente na quinta-feira no Instituto de Altos Estudos Militares, em Lisboa, a partir das 18:30, com a apresentação a cargo de Vasco Vieira de Almeida.

Com 474 páginas e editado pela Editorial Inquérito, o livro dá uma nova perspectiva sobre a descolonização em Angola e é fruto do trabalho do autor e do acesso a documentação até agora inédita.

«Vivi intensamente o processo de descolonização, não em Portugal mas sim em Angola, onde, desde Agosto de 1972 a 10 de Novembro de 1975, véspera da independência (de Angola), fui chamado a desempenhar cargos diversos de natureza militar e de serviço público», afirmou à Agência Lusa o general Gonçalves Ribeiro.

Entre Agosto de 1974 e Janeiro de 1975 foi secretário de Estado da Administração Territorial no Governo Provisório de Angola, tendo depois sido membro da delegação portuguesa nas negociações do Acordo de Alvor, também em Janeiro de 1975.

Depois, até Novembro do mesmo ano, foi secretário-geral do Alto Comissariado de Portugal em Angola, cabendo-lhe a coordenação e dinamização da ponte aérea de portugueses que regressaram a Portugal.

Segundo Gonçalves Ribeiro, a ponte aérea permitiu fazer regressar a Portugal, entre Maio e Novembro de 1975, cerca de 175.000 portugueses, «uma operação vasta, complexa e realizada no meio de um grande caos», afirmou o militar.

Além do regresso dos portugueses, também os bens materiais vieram de barco, tendo sido transportadas, a partir dos portos de Luanda, Lobito e Moçâmedes, 260.000 metros cúbicos de carga e mais de 16.500 viaturas.

Gonçalves Ribeiro regressou a Portugal em 1976 e, a partir de Setembro desse ano, foi Alto Comissário para os Desalojados até à extinção desta entidade, em Julho de 1979, tendo como principal objectivo promover a integração da população desalojada na sociedade portuguesa.

Acompanhou de perto também as descolonizações na Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

«Consegui reunir uma vasta gama de documentação e informações diversas, além de apontamentos pessoais e recortes da imprensa portuguesa e angolana que me pareceu de algum interesse arrumar, sintetizar e divulgar», afirmou Gonçalves Ribeiro quando instado a comentar as suas motivações para escrever o livro.

Dividido em quatro capítulos - «Os meus primeiros contactos com África», «Angola nas vésperas de Abril de 1974», «A Descolonização» e «Os Retornados/Desalojados» -, o livro salienta os principais acontecimentos registados não só em Angola como também nas então restantes quatro colónias portuguesas em África, em Timor e o seu contexto em Portugal.

«A vertigem dos dias, em especial a partir da publicação da lei 7/74, de 27 de Julho - que estabeleceu o direito das colónias à autodeterminação e à independência - até Novembro de 1975 foi marcada por súbitas e sucessivas acelerações, num frenesim sem descanso», justifica o autor no prefácio do livro.

Natural de Castelo Branco, onde nasceu a 30 de Janeiro de 1933, Gonçalves Ribeiro frequentou com aproveitamento a Escola do Exército (actual Academia Militar) e o Curso do Estado Maior, tendo passado à reserva em 2000, depois de abandonar o cargo de Director Geral de Política de Defesa Nacional.

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