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Flagelo da SIDA em África impressionou Lula da Silva
- 7-Nov-2003 - 9:37
Presidente brasileiro prometeu ajudar tecnológica e financeiramente a combater o problema
Depois de visitar três países da Lusofonia (São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu uma parceria internacional para combater com mais agilidade o flagelo da SIDA no continente africano. O Brasil propõe-se fornecer tecnologia e até ajuda financeira, mas não quer fazer isso sozinho. Em Moçambique há 1,5 milhões de pessoas infectadas, sendo que 130 mil já manifestaram a doença. Dessas, o Brasil vai atender 100 com remédios genéricos de produção nacional.
Numa segunda fase, deve ser construído o primeiro laboratório para esse fim em território moçambicano, com tecnologia da Fiocruz, a um custo estimado de 23 milhões de dólares.
"Não estamos a falar de nenhuma quantia absurda que alguns países não possam juntar-se e dar sua contribuição", afirmou o presidente brasileiro. "Vamos ter que nos preparar para fazer muito mais. Se não pudermos fazer sozinhos, vamos ter que procurar parceiros", disse.
O Brasil produz hoje oito dos 15 remédios chamados de anti-retrovirais destinados ao tratamento dos os infectados com o vírus HIV. Em território brasileiro, estima-se que 600 mil pessoas estejam infectadas, mas o programa de controlo da doença tem mostrado resultados, observou o ministro da Saúde, Humberto Costa, na entrega dos primeiros medicamentos a Moçambique.
"O Brasil tem um programa de sucesso. Um programa que vem há 20 anos com sucesso", disse, sem fazer referência directa ao governo de Fernando Henrique Cardoso, que actuou fortemente nessa área, enfrentando conflitos na comunidade internacional sobre o domínio de patentes de genéricos.
Por outro lado, Humberto Costa criticou a lei de patentes adoptada no Brasil em 1996, que seria "mais realista que o rei" e teria impedido a produção de genéricos dos outros medicamentos para a SIDA.
O ministro divulgou também o mais recente número sobre a transmissão do vírus HIV de gestantes para os filhos no Brasil, que teria caído de 16,7 por cento em 1997 para 3,7 por cento este ano, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Com esse dado, o Brasil alcança o padrão internacional nesse quesito, que é de 5 por cento.
Em Moçambique, a SIDA é um dos principais problemas sociais, além do desemprego. O país saiu de uma guerra civil há 11 anos e vem-se reconstruindo basicamente com ajuda internacional, que responde por cerca de 50 por cento do orçamento.
Maputo não revela sinais dos conflitos que envolveram Moçambique. Artesãos vendem os seus trabalhos nas calçadas, assim como mulheres e crianças oferecem castanhas e amendoim. As lojas, hotéis e restaurantes têm variada oferta de produtos, embora importados.
Haverá este ano eleições municipais e, em 2004, presidenciais. O presidente Joaquim Chissano, da Frelimo, indicado em 1992 e eleito depois em 1994 e 1999, não poderá mais concorrer. O secretário-geral do seu partido, Armando Guebuza, candidato à sucessão, esteve com Lula e o partido do presidente (PT) estebaleceu, inclusive, um acordo de cooperação com a Frelimo.
Lula recebeu também em audiência o presidente da Renamo, principal força da oposição e inimiga da Frelimo na guerra civil, Afonso Dhlakama.

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