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  Cabo Verde
Cooperação Portuguesa também é feita dos pequenos apoios
- 7-Nov-2003 - 14:45

Com pouco dinheiro resolvem- se grandes problemas sociais e, seguindo esse lema, a Cooperação Portuguesa em Cabo Verde pôs em prática, em 2002, um projecto de intervenção comunitária que já se estendeu a outros países africanos lusófonos.


Por Francisco Fontes
da agência Lusa

O ponto de partida foi a constatação de que, aos serviços de cooperação, chegavam pequenos pedidos de apoio para projectos meritórios, mas que não podiam ser acolhidos por não caberem no âmbito do Plano Anual de Cooperação (PAC) acordado entre os governos dos dois países.

Eram pequenas necessidades de estruturas da comunidade, pequenas realizações, mas de grande impacto no meio a que se destinavam, cujos pedidos de apoio vinham a ser recusados em virtude de a representação portuguesa em Cabo Verde não dispor de meios para tal.

Da constatação, passou-se à ideia e à acção, acabando por se ver acolhida pelo então Instituto da Cooperação Portuguesa (ICP) a criação de um pequeno fundo.

Em 2002, a Cooperação Portuguesa em Cabo Verde teve disponível para esses pequenos projectos um montante de 10 mil euros, com resultados tão bem conseguidos que este ano o valor subiu para 15 mil euros.

Mário Machado, responsável pela Cooperação Portuguesa em Cabo Verde, explicou à Agência Lusa que a ideia pioneira, este ano, voltou a ser acolhida pelo IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), que sucedeu ao ICP, após a sua fusão com a APAD (Agência Portuguesa de Apoio ao Desenvolvimento), e já está a ser aplicada em outros PALOP.

Isto permitiu à Cooperação Portuguesa "abrir-se à sociedade", tornar mais visível a sua intervenção, e apoiar pequenas iniciativas e projectos meritórios da sociedade.

Em 2002, com os 10 mil euros, foram apoiados 14 pequenos projectos, e o de maior envergadura contemplou uma escola de uma aldeia do interior do concelho de Santa Cruz, na ilha de Santiago, considerado o município mais pobre do país.

Seguindo a sugestão do Ministério da Educação de Cabo Verde, com o dispêndio de 3.000 euros foram oferecidos os uniformes, livros e material didáctico aos alunos da escola de Boaventura, no concelho de Santa Cruz, suprindo a carência de recursos de dezenas de famílias, depauperadas pelo mau ano agrícola devido à escassez de chuvas.

Em outros casos foi apoiada a aquisição de gramáticas e dicionários para bibliotecas escolares, de material de pesca, actividades natalícias de organizações juvenis e da Associação de Apoio aos Reclusos e Crianças de Rua, e a edição de livros - um roteiro turístico para Santa Catarina e uma obra lúdica a ensinar às crianças boas práticas de higiene.

Em 2002, o Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact) foi igualmente contemplado (2.000 euros), por ser considerada uma iniciativa de mérito, mas o apoio à edição deste ano já saiu do Plano Anual de Cooperação (PAC), celebrado entre os governos de Cabo Verde e Portugal.

Este ano, cerca de metade dos recursos do fundo para pequenas realizações (7.700 euros) já foram distribuídos por sete projectos de organizações comunitárias cabo-verdianas.

O principal apoio, de 3.551 euros, destinou-se ao apetrechamento do Centro Sócio-Comunitário de Cancelo, no concelho de Santa Cruz, com material de escritório, informático e uma pequena biblioteca, para funcionar como espaço de difusão da língua portuguesa no meio rural.

A aquisição de madeiras para uma acção de formação em carpintaria na comunidade dos Rabelados de Espinho Branco, de material informático para um mini-infantário e actividades desportivas foram outras acções apoiadas.

A Cooperação Portuguesa também não esqueceu a comunidade estudantil, com cerca de 150 alunos dos mais carenciados da escola "Amor de Deus", da Cidade da Praia, a receberem os manuais escolares e o material didáctico para as actividades do ano lectivo.

O grande mérito deste fundo de apoio a pequenas iniciativas é, de acordo com Mário Machado, o de disponibilizar "uma ajuda efectiva às pessoas", solucionando ou minimizando problemas do seu quotidiano, ao mesmo tempo que associa a Cooperação Portuguesa "à boa imagem desses projectos".

No entanto, segundo a mesma fonte, os bons resultados e o conhecimento da existência desses apoios tem desencadeado a multiplicação dos pedidos nos serviços da Cooperação Portuguesa.


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