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Visita de Lula revelou que as relações bilaterais estão no bom caminho
- 10-Nov-2003 - 14:23
A recente visita oficial a Angola do Presidente brasileiro, Luíz Inácio da Silva Lula, veio evidenciar o bom momento das relações entre os dois países e a vontade de aprofundar cada vez mais os laços que unem os dois Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Por Jõao Gomes
da Agência PANA
Aliás, num dos seus pronunciamentos, o próprio Presidente Lula da Silva ressaltou o carácter "estratégico e privilegiado" que o seu governo atribui à parceria com Angola, no âmbito da sua nova política externa para com o continente africano.
O Brasil pretende assim pagar a "dívida histórica" que tem para com África através do reforço dos seus programas de cooperação em vários países africanos, segundo o estadista brasileiro.
Esta vontade ficou claramente reflectida nos acordos que os dois governos assinaram no domínio da agricultura, juventude e desportos, ciência e tecnologia, trabalho, emprego e formação profissional, educação, formação de quadros da administração,local e de urbanismo e ambiente, e da Justiça, entre outros.
A estes acordos, acrescentam-se os vários contactos que os mais de cem empresários brasileiros mantiveram com homens de negócio angolanos e que, segundo o balanço final, se saldaram na criação de 20 parcerias diversas.
Por exemplo, Roberto Sallet de Lima, empresário brasileiro representante da Siemens, anunciou planos para a instalação em Angola, em Março de 2004, de uma sucursal desta gigante alemã de telecomunicações, como um dos resultados palpáveis dos encontros preliminares mantidos com a Angola Telecom.
Enquanto isso, os grupos SGO e Odilon Santos constituíram parceria nas áreas dos transportes públicos e recolha de resíduos sólidos, num projecto que deve arrancar já em Dezembro próximo.
Nos próximos três anos, Angola vai ainda beneficiar de uma linha de crédito do Brasil de cem 100 milhões de dólares a serem garantidos com exportações de petróleo.
Segundo o governador do Banco Nacional de Angola, Amadeu Maurício, este montante será aplicado na identificação e reabilitação de infra-estruturas de águas, saneamento básico, energia e no apoio ao sector empresarial privado.
Brasil prevê ainda investir 100 milhões de dólares num projecto de construção de uma açucareira e produção de álcool.
A política internacional fez também parte da agenda da visita de Lula da Silva a Angola, num momento em que o seu país se prepara para ocupar, a partir de um de Janeiro de 2004, a cadeira de membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, lugar que Angola já assume desde Janeiro de 2003.
Assim, Lula da Silva e o seu homólgo angolano sublinharam a primazia dos princípios da carta daquela organização internacional, e defenderam a reforma do seu Conselho de Segurança, para o adaptar à nova realidade internacional na busca de soluções mais democráticas e multilaterais às questões candentes da humanidade.
Decidiram também intensificar o diálogo e a concertação política e diplomática na sua actuação no Conselho de Segurança, privilegiando uma parceria eficaz e construtiva, orientada para a promoção dos interesses africanos.
O Brasil, primeiro país a reconhecer a independência de Angola, poucas horas depois da sua proclamação, a 11 de Novembro de 1975, já vem mantendo estreitas relações nos diversos sectores com este país africano tido hoje como a origem da maioria dos 48 por cento da populução negra brasileira.
Depois da derrota do governo militar brasileiro em 1985, Inácio Lula da Silva é o terceiro presidente daquele país sul-americano a visitar Angola, depois de Fernando Collor de Melo e José Sarney.
Esteve em Angola de dois a quatro de Novembro antes de seguir para Moçambique no quadro de uma digressão por África iniciada em São Tome e Príncipe e que incluiu também a Namíbia e a África do Sul.
Angola e o Brasil formam, ao lado de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor Leste a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

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