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  Cabo Verde
Presidente exorta a nova abordagem dos recursos hídricos
- 10-Nov-2003 - 21:28

O presidente de Cabo Verde exortou hoje a um novo olhar sobre a gestão dos recursos hídricos, no país e a nível mundial, porque é um bem que faz parte do "cabaz de direitos mínimos" da pessoa humana.


Ao intervir hoje, na Cidade da Praia, na abertura do 6º Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos dos Países de Língua Oficial Portuguesa, Pedro Pires sustentou que os novos tempos exigem de todos a alteração de hábitos enraizados de desperdício, e a superação de crenças ingénuas de abundância.

"O desafio actual consiste, por um lado, em aumentar as reservas e alargar o acesso à água potável por parte das populações até agora sem possibilidade de a consumir em quantidade e qualidade suficientes e, por outro lado, em evitar a exploração depredatória e insustentada", acrescentou.

Apesar de reconhecer que o acesso à água é uma questão de dignidade da pessoa humana, o chefe de Estado advertiu que essa preocupação de justiça deve ser harmonizada com a necessidade de preservar a natureza, e não conduzi-la ao esgotamento.

Pedro Pires referiu que a questão da gestão da "luta pela água" esteve sempre presente em Cabo Verde, devido à escassez e irregularidade das chuvas, e que a própria ideia da independência do país "teve entre as suas motivações principais estancar os desequilíbrios ambientais que agravavam as secas".

"Por altura da nossa independência, crianças, muitas deles ainda no início da idade escolar, andavam quilómetros e mais quilómetros de caminhos pedregosos para buscarem água a fim de satisfazerem necessidades mínimas", recordou Pedro Pires, o primeiro chefe de governo do país.

Para o presidente cabo-verdiano, além da satisfação das necessidades básicas da população, é preciso igualmente responder às exigências de procura de água que a explosão urbana e o desenvolvimento do turismo vão criando.

No domínio do turismo, que constitui um sector estratégico de desenvolvimento de Cabo Verde, Pedro Pires defendeu a adopção de "soluções tecnológicas inovadoras e ousadas, eventualmente mais caras, mas à altura dos retornos esperados", como são os processos de dessalinização e de filtração por membranas inorgânicas.

Sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, em matéria de acesso à água e ao saneamento, aprovados em 2000 pela ONU, Pedro Pires referiu que para serem atingidos terá de haver uma duplicação dos investimentos até agora realizados.

Tal facto - realçou - "reclama das instituições financeiras internacionais, da ajuda pública ao desenvolvimento, dos poderes públicos e do sector privado, o reconhecimento da sua importância, e da prioridade que uma adequada política de água tem no desenvolvimento durável e na qualidade de vida".

Veiga da Cunha, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, a quem coube proferir a conferência inaugural do simpósio, considerou urgente a adopção de um outro paradigma, para novas abordagens aos recursos hídricos.

"São urgentes novas abordagens, novos conceitos, novos quadros mentais, novos estilos de vida", enumerou o universitário português, frisando que "nada leva a crer que isso vá acontecer de forma espontânea".

Na sua perspectiva, a escassez de água é apenas "uma das faces da moeda", e a outra uma grande quantidade de recursos hídricos mal aproveitados, e a ausência de uma preocupação de aumentar a sua capacidade, nomeadamente na agricultura.

Ao dissertar sobre os "Novos Rumos para a Gestão da Água", o professor universitário sustentou que as medidas necessárias para inverter a situação são tão urgentes que não podem aguardar uma mudança de mentalidades com as novas gerações.

Lembrou que as metas do milénio das Nações Unidas, de reduzir para metade até 2015 a proporção de pessoas sem acesso à agua e saneamento de forma sustentada, não estão a ser atingidas, apesar de serem menos ambiciosas de outras proclamadas em 1980.

"Para dar cumprimento às metas os Estados deveriam já estar a ligar à rede de abastecimento cerca de 275 mil novos consumidores de água por dia, e cerca de 400 mil à rede de esgotos, o que não está a acontecer", acrescentou.

Luís Veiga da Cunha precisou que actualmente só estão a ser ligados por dia à rede de água 225 mil e 210 mil consumidores à rede de esgotos.

E esta incapacidade actual fica agravada quando se estima que dentro de 20 anos a população mundial aumentará em mais mil milhões de pessoas, acrescentou.

O 6º Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos dos Países de Língua Oficial Portuguesa encerra quinta-feira ao final da tarde.

Participam dezenas de especialistas de sete países de língua oficial portugueses, estando ausente apenas Timor-Leste.


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