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  Cabo Verde
Cada habitante com apenas 703 metros cúbicos de água por ano
- 12-Nov-2003 - 15:33

Em Cabo Verde muito está ainda por fazer no que se refere ao abastecimento de água às populações, estimando-se em 703 metros cúbicos a quantidade atribuível por ano a cada habitante.


Num estudo apresentado no Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos dos Países de Língua Oficial Portuguesa, a decorrer até quinta-feira na Cidade da Praia, refere-se que essa disponibilidade de água coloca Cabo Verde em 158º lugar, numa lista de 180 países, segundo um relatório da ONU.

Apesar de a situação ser de si já deficiente, "pode piorar, com a previsível degradação dos recursos hídricos em todo o mundo",? sublinha a professora do Instituto Politécnico da Guarda Helena Simão Dias, que desenvolveu o trabalho "Sustentabilidade Hídrica em Cabo Verde" com os alunos daquela instituição portuguesa Paulo Dias, Benvindo Sousa e Hermes Duarte.

Com uma população de 435 mil habitantes e uma taxa de crescimento elevada, Cabo Verde padece de uma grande irregularidade de chuvas, e de secas periódicas, e o clima nas nove ilhas habitadas vai do extremamente árido ao semi-árido.

A precipitação média anual é de 230 mm, mas sujeita a uma grande variabilidade, com grande tendência para chuvas torrenciais, concentradas nos meses de Agosto e Setembro, o que coloca também grandes desafios ao seu aproveitamento, estimando-se que 180 metros cúbicos de água por ano se percam no mar, por acção das enxurradas.

"Os escassos recursos hídricos existentes (sem cursos de água superficial permanentes) representam uma das maiores limitações ao desenvolvimento económico de Cabo Verde, agravada pelo aumento da procura de água para consumo doméstico como resultado do crescimento populacional, num país vulnerável a fenómenos naturais, particularmente às secas, alteradas com cheias", acrescenta o estudo.

De acordo com estudos realizados com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 1992, estima-se que da água das chuvas 20 por cento se escoa sob a forma de águas superficiais, 13 por cento produz a recarga dos aquíferos e 67 por cento evapora-se.

Helena Simão Dias e seus colaboradores realçam que, não obstante essas limitações de recursos hídricos, Cabo Verde conseguiu atingir uma das Metas de Desenvolvimento do Milénio proclamados pela ONU, para 2015, e que consistia em reduzir para metade a quantidade de pessoas sem acesso à água potável.

Entre 1990 e 2000, o acesso das pessoas à água potável passou de 42,6 por cento para 47 por cento nos centros urbanos, e de 33,7 por cento para 65,7 por cento na população rural.

No entanto, a taxa de acesso ao saneamento fica muito aquém daqueles parâmetros.

A cobertura na cidade do Mindelo, o segundo centro populacional do país, é de 43 por cento. Na Cidade da Praia, a capital, com um quarto da população do país (110 mil pessoas), apenas 30 por cento beneficia de uma forma privada de evacuação dos excretas, estando 12 por cento destes ligados a rede de esgotos.

Num outro estudo, Rui Silva, presidente do Instituto Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos (INGRH) de Cabo Verde, estima que as obras do plano sanitário da Cidade da Praia, em fase de finalização, permitirão elevar a taxa para 80 por cento, "se for possível resolver o problema do financiamento do custo das ligações às pessoas mais carenciadas".

Olhando para os objectivos traçados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para 1980, para o abastecimento de água e tratamento dos esgotos para os centros urbanos e meio rural, diz que em Cabo Verde ainda "falta muito caminho para trilhar".

"Os consumos são variáveis da ordem dos 5 a 15 litros/habitante/dia nos fontanários", refere Rui Silva, salientando que as "necessidades fisiológicas mínimas estão fixadas em 20 litros/habitante/dia, e entre 20 a 50 litros/habitante/dia nas ligações domiciliárias".

No estudo realizado pela docente e alunos do Instituto Politécnico da Guarda apontam-se algumas orientações para minimizar a escassez de água, e garantir a sua potabilidade.

Tendo em atenção os elevados riscos de contaminação das águas subterrâneas, devido à natureza geológica da generalidade dos solos, os autores reputam de "fundamental a implementação de uma adequada rede de saneamento".

E quanto à limitação dos recursos hídricos, o aproveitamento e reutilização das águas usadas é uma das vias.

Recorrendo às estimativas do INGRH, que apontam para um volume de 28,2 milhões de metros cúbicos/ano necessário para a agricultura, enquanto as extracções subterrâneas são da ordem dos 22 milhões de metros cúbicos/ano, sugerem o incremento do aproveitamento de águas superficiais (das chuvas) e das águas recicladas.

Por essa via - acrescentam - pode-se "adiar consideravelmente a satisfação das necessidades através da dessalinização da água do mar".

"A resolução dos problemas de recursos hídricos só pode ser alcançada através de uma adequada política de gestão, que vise não só um melhor aproveitamento, mas também um criterioso planeamento da utilização", lê-se no estudo elaborado pela docente e alunos do Instituto Politécnico da Guarda.

E uma das medidas para uma gestão sustentável dos recursos hídricos passa pelo envolvimento das populações. Neste aspecto, "assume importância vital a participação da mulher de Cabo Verde", que, com as crianças, assegura o transporte da água até à residência, muitas vezes fazendo percursos de quatro a seis horas.


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