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Deputados precisam conhecer melhor o português
- 21-Nov-2002 - 16:53
O presidente da Assembleia Legislativa de Timor-Leste apelou hoje em Lisboa para o reforço da cooperação portuguesa no apoio técnico-jurídico e de ensino do português, língua oficial do mais jovem país do mundo.
Francisco Guterres, que foi recebido pelo presidente da Assembleia da República Portuguesa, João Bosco Mota Amaral, na sua primeira visita a este órgão de soberania desde a independência de Timor-Leste, falou em seguida na Comissão Parlamentar dos Assuntos Europeus e Política Externa, à qual deu conta das principais dificuldades dos parlamentares timorenses.
O presidente da Assembleia da República Portuguesa aceitou o convite de Francisco Guterres para se deslocar em visita oficial a Timor-leste, o que fará acompanhado de uma delegação parlamentar em data a combinar.
Mota Amaral, acompanhado de representantes de todos os grupos parlamentares com assento no Parlamento, enalteceu o esforço timorense e ofereceu ao seu homólogo uma salva de prata, tendo recebido de Francisco Guterres a medalha da independência do país, o oitavo Estado a integrar a Comunidade lusófona.
Na Comissão de Direitos Europeus e Política Externa, presidida pelo antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Jaime Gama, o presidente da Assembleia Legislativa de Timor-Leste explanou, a pedido dos deputados portugueses, as dificuldades dos seus colegas timorenses.
Disse que estavam representados no Parlamento de Timor-Leste 12 partidos políticos, tendo apenas três ficado de fora por não terem conseguido eleger qualquer deputado.
Realçou que a maioria dos deputados tem dificuldades na língua portuguesa e que muitos documentos têm de ser traduzidos, acrescentando que apenas dois grupos frequentam um curso de língua portuguesa.
Para o próximo ano, afirmou Guterres, pretende-se que todos os deputados possam receber essa formação e pediu a Portugal o reforço do número de técnicos que possam ensinar a língua oficial escolhida, o português, «símbolo da união que liga» Portugal e Timor-Leste.
O presidente do parlamento timorense pediu ainda o reforço do apoio em pessoal técnico-jurídico, para elaborar e interpretar as leis.
O presidente da Comissão parlamentar, Jaime Gama, reafirmou o empenho na ajuda a este novo país, assegurando que a comissão vai estar atenta ao desenvolvimento do Programa Indicativo de Cooperação para 2003 (PIC-2003), entre os dois países.
Afirmou que esta questão será levada ao presidente da Assembleia da República Portuguesa para que seja dada maior atenção às necessidades de assessoria no domínio técnico e jurídico e em matérias do foro parlamentar, nomeadamente em diplomas que exigem algumas especificidades da língua.
Lembrou o apoio que outros Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) poderão desenvolver, nomeadamente Angola e o Brasil com a sua dimensão linguística de 170 milhões de falantes do português, bem como a própria instituição, no sentido do reforço da soberania de Timor-Leste.
Francisco Guterres, que se deslocou à Assembleia da República Portuguesa, depois de ter participado pela primeira vez no Fórum Parlamentar da CPLP, a 18 e 19 de Novembro em Cabo Verde, foi calorosamente saudado pela deputada do PSD nascida em Timor-Leste, Natália Carrascalão.
Através da deputada de origem timorense, Francisco Guterres pediu aos «irmãos» que vivem «neste lado da Europa» para que contribuam para o desenvolvimento de Timor-Leste.

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